quarta-feira, 27 de abril de 2016

I'm Alive

É verdade! Ainda aqui estou!

A Primavera trouxe-me uma agenda super hiper colorida, o que me contenta, claro!
Mas com isso uma agenda também sem o tempo necessário para cumprir com o meu compromisso convosco: os meus passeios, o desafio e as mensagens de partilha e textos de reflexão.

Alguns dias atrás, uma pessoa que além de seguidora do blogue me encontrei num evento onde estive como oradora (Happy Life Lisboa), falou-me de como gosta de ler os meus textos e reflexões.
Fiquei hiper mega orgulhosa, embora também um pouco timida.
Sou virginiana, gosto de partilhar o meu trabalho com amor e paixão. Mas também tenho o lado tímido que se desenrola quando recebo um elogio. Frente a frente. Olho no olho. E a bochecha a corar.

O que lhe disse, repito-o aqui: quando escrevo faço-o com a paixão da vida.
Vou buscar além de dentro de mim, vou buscar às interações que vou vivendo no dia a dia.
No fundo, são reflexões de coisas que passaram por mim nesse dia. Que ficaram retidas, que foram pensadas e aprofundadas na sua essência. Que fizeram sentido nessa exploração. E que depois de exploradas são partilhadas.

Abril foi um mês de mil e um projetos! Agradeço imenso a todas as energias do mundo que me as proporcionaram, inclusivé a minha.
Mas fico um pouco triste cada dia que me vou deitar já no limite da bateria, porque faltou o tempo para terminar uma partilha convosco.

Porque eu tenho escrito algumas coisas para partilhar.
Entre paragens de metro, entre um email ou outro, entre um trabalho e uma tarefa.
Mas o meu lado perfecionista retém esta partilha de textos rabiscados sem que lhes tenha dado o devido tempo e dedicação.
Para ler. Reler. Preparar a imagem resumo e a frase com que gosto de vos deixar.

Tenho muitas coisas para partilhar connvosco. A seu tempo, cada uma vai tomando o seu devido lugar. No seu dia, na sua hora programada. E já com a sua essência e mensagem para partilhar.

Quanto aos passeios e o desafio... bem... veem aí os dias quentes, certo?

Contínuo por aqui.
Espero que vocês também!

Com amor,
Judite <3

domingo, 17 de abril de 2016

Irradiância

Coloca a tua energia focada no bem comum.

Irradia e sê irradiado.
Provoca a fusão de todas as energias pelo qual és rodeado. E devolve ao mundo a melhor de todas.

Quando convergimos no todo, temos o uno. Temos uma essência mais completa de nós.
O que damos ao mundo, regressa. E o que damos de coração ao mundo regressa ainda maior.
O que libertamos cresce, cresce sem fim. E não existe maior liberdade que aquela que começa na nossa desatenção de ter e na nossa intenção de ser.

Ser presente,
Ser humano,
Ser parte,
Ser todo.

Quando nos permitimos estar fora dos limites do concreto. Quando vamos em viagem do coração para o mundo.
A liberdade floresce em nós, para florescer de nós. Explodimos em energia de amor e dádiva.

E esta energia que irradia. Distribui-se.
Dá de nós ao mundo.
Devolve-se do mundo em coisas simples, mas sinceras. Em termos portas, janelas e portões abertos para nos receber.


Com amor,
Judite <3


quarta-feira, 13 de abril de 2016

Beijo, beijinho, beijão

Repicados, singelos, doces ou soprados de longe.
Beijos, calorosos e sinceros.
Beijos, de paixão ou apaixonados.
Beijos, de amor descomprometido ou com o compromisso do amor.


Hoje, neste dia que se celebra o beijo, pergunto: qual o beijo, beijinho ou beijões que não deste e devias de dar?

Com amor,
Judite <3

terça-feira, 12 de abril de 2016

Depois...

Guardar.
Guardar.
Guardar.

Guardar aquela roupa bonita para não se estragar. A boneca de infância para mais tarde recordar. Uma caixa de fotos para não se perder as memórias.

E o hoje? Onde fica?

Deixar para depois é por uma vírgula onde se quer colocar um ponto final ou se tem um ponto de interrogação pendurado.

Esperar o momento aguardado. O sentimento certo. A sensação de certeza.
E o vento foi e levou o momento, os sentimentos sinceros as inesperadas certezas.

Não guardes os sonhos na caixa. O pó não lhe trará valor!

Se é para ser, é agora.
Se é para fazer, arregaçar as mangas sem hesitar.
Se é para sonhar, deixar a alma flutuar, sem presilhas nem pesos.


Com amor,
Judite <3

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Quatro estações

Olha para ti.
Olha fundo no profundo.
Olha com olhos apaixonados de ver.
Olha com a visão do felino que procura e encontra.

O que tens dentro de ti?
Qual é a tua estação?

Podes ser Inverno, sereno e discreto.
Podes ser Verão, quente e vibrante.
Podes estar numa mudança Outonal.

Eu estou em Primavera.
Sinto-me como a florescer de mil e uma pétalas no meu coração.
E no sincero que possa ser. O dar de mim o que sei. Trás-me os mil e um sorrisos de gratidão.

Mas a melhor estação para se ser é a não estação. É o circular do saber, qual melhor momento para se estar, o viver em cada emoção.

Junta-te nas tuas quatro estações. E sê o melhor que cada uma te dá!


Com amor,
Judite <3



domingo, 10 de abril de 2016

Flutuar de gratidão

Hoje foi um dia especial.

Já tive alguns dias especiais. por várias razões. Mas hoje houve um fracção de segundos que significaram muito para mim.

Se já existiram medos e receios. Se já existiram questões sobre o ir ou ficar. Com o tempo foram ficando para trás.
Hoje senti-me completa e agradecida, por um dia ter optado por dar primazia a ouvir o coração.

O meu coração trouxe-me a este momento. E se eu trabalho com a alegria. Hoje, terminei o meu trabalho deste dia com muita felicidade.

E chamo trabalho apenas por convenção. Porque para mim, o que faço é uma partilha. Onde não só sou facilitadora do desenvolvimento pessoal. Sou também receptora do que os outros, facilitadores oficiais ou não, tem para contribuir.

E todos tem algo para dar!

Hoje alguém que não conhecia fez-me sentir simultâneamente grande e pequena.
Enquanto eu passava no corredor do metro, chamou-me, sorriu e disse-me simples palavras "O teu sorriso está a contagiar".

Estava mesmo na paragem onde ia sair. Não tive oportunidade de responder, a não ser com um sorriso e um qualquer balbucio de fugida. Tive pena de não ter falado um pouco mais com aquela pessoa. Espero um dia ter oportunidade de lhe retribuir as palavras que me disse.

Fiquei com o coração cheio, porque me senti na minha missão. Fiquei com o coração vazio por não ter retribuído algo mais em troca sobre o que me deu.

Mas como ouvi dizer várias vezes este fim-de-semana fantástico: "o mundo é um T0". E quem vive sobre o mesmo teto, irá decerto encontrar-se!

Pelas pessoas que conheci, pelas que já conhecia e estiveram presentes, pelas coisas que me disseram que encheram o coração. Durante estes dias tive provas que este T0 existe.

E cada T0 é o resultado daquilo somos, do que lançamos ao mundo e que volta para nos completar.


Com amor,
Judite <3

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Dilemas do anoitecer

Às vezes vivemos no dilema.

De que só a razão ou o coração pode decidir!

Queremos muitas vezes ouvir o coração. E quando o fazemos, devemos fazê-lo com paixão!

O que mais aquece ou arrefece o coração?
O que mais o aperta e agonia?
O que mais aconchega e tranquiliza?

O que vamos escolher pode não ser a única escolha.
Apenas a primeira tarefa de uma lista a cumprir.

E depois, mais tarde quando estiver feito, será que o dilema se mantém?

A vida é feita de dilemas. desafios para superar. Na emoção que vença a razão, se for vivida com temor!
Mas o calor da emoção, é mil vezes melhor que o da razão.

Quanto nos dá o coração. Para viver sem emoção?
Quanto nos dá a razão. Para viver sem paixão?


Com amor,
Judite <3

terça-feira, 5 de abril de 2016

Quando as balanças tem mais de 2 pratos...

Às vezes temos tanto que decidir, tanto por optar. Mas não conseguimos pôr simplesmente a escolha numa balança de prós e contras, porque existe muitas classificações adicionais.

Diz-se que nas relações entre duas pessoas, nunca existem apenas essas duas pessoas, mas sim quatro. Eu pessoalmente considero que são 6.
Temos as duas pessoas na imagem de si próprias, as duas pessoas na imagem que tem do outro, as duas pessoas conforme são realmente.

Mas se é assim com dois intervenientes, na relação connosco próprios podemos cair na armadilha de termos muitos mais.
Podemos ser uma dúzia, duas, três... uma centena de vistas sobre nós. 

E porquê? Porque somos complicados!
Porque exageramos na trans empatia. Aquela que nos colocamos no lugar do outro para nos julgarmos a nós próprios. De nos imaginarmos a nós próprios. De nos elevarmos a nós próprios. A criar muitas imagens que não existem, interpretar sinais que não sabemos o que são.

Então como fazer com que tudo seja mais simples?
Atirar tudo ao ar, dizer uma palavra menos bonita e partir?
É uma opção... mas será que irá resultar sempre?

Afinal, somos capazes! Mas falta a coragem de sermos maiores que tempo, para fazer tudo.

Mas também não podemos desistir de tudo, com a pena de que podemos chegar ao último dia e não termos levado nada a um nível superior  nós próprios!



Com amor,
Judite <3

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Podia ser um poema... ao belo 28

Ele vai serpenteando pela cidade.
Colina acima.
Colina abaixo.
Transporta no seu amarelo cintilante como o sol,
Almas que se apaixonam pela cidade.
Uns mais enamorados que outros.
Cabeças no ombro.
Olhares pela Janela.
Ali vai o eléctrico 28.
Umas vezes transborda,
Outras sossega no silêncio de uma outra alma introspetiva.
Traz história.
Traz novidades.
Traz aventuras e descobertas.
É cenário. É ator. É a peça que completa.
Não imagino esta Lisboa perfeita,
Sem o seu eléctrico 28.


Com amor,
Judite <3

domingo, 3 de abril de 2016

Lugares meus

Existem lugares que são apenas meus, que só eu conheço, que só eu sei o caminho.
Lugares secretos, dentro de mim, onde choro, rio e sonho.

Um novo mundo. Um mundo de novidades e de coisas mais antigas que o tempo que tenho.

Um mundo de fantasia, mas mais efectivo que a realidade.

Um mundo de imaginação, mas mais sincero que a verdade.

Neste mundo sou tudo, e sou ar.

Neste mundo eu não sou nada, e sou sol.

Posso refugiar-me ou usufruir em aventura. Na segunda, com muito mais riqueza. Ganhos que trago para este mundo,
Trago mais de mim, do que foi e do que será.

Acima de tudo, mais energia para fazer mais e mais.

E eu gosto desse lugar!


Com amor,
Judite <3

sábado, 2 de abril de 2016

A explosão

Hoje faço-te esta questão: Sabes quando sentes que vais explodir?

Seja o que isso signifique: raiva, revelação, paixão.

Mas sabes?

Muitas vezes camuflamos algumas emoções. Não as temos porque não são adequadas ao momento, às expectativas dos que convivemos no dia a dia.

Não revelamos raiva com a nossa hierarquia no trabalho, numa organização.
Não revelamos toda a essência de nós, junto da nossa família mais próxima.
Não contamos todas as paixões que temos, mundo fora.

E o que ganhamos com isso?

Pessoalmente penso que calar é fazer morrer. é fazer esquecer a vivência. A energia para fazer prevalecer.

É preciso garra para as coisas da vida.
Se não a tivermos, nada de novo acontece! E nós gostamos de coisas novas... assim, precisamos de garra, de momentos de paixão, de decisões tomadas na emoção da coragem!


Com amor,
Judite <3

sexta-feira, 1 de abril de 2016

O paraíso do tempo

Tempo!
Uma palavra tão usada. Mas o que significa hoje. E o que significará daqui a 500 anos, quando olharem para os nossos dias?

Mitos e Lendas: 
O tempo perguntou ao tempo: "quanto tempo, o tempo tem?"
E o tempo respondeu ao tempo. Que o tempo tem tanto tempo, quanto tempo o tempo tem.

Dicionário da Língua Portuguesa:
Tempo, s.f. : Relíquia do século XXI. Muito almejado pelos habitantes do hemisfério norte dos quadrantes ocidentais do planeta Terra.

História da Humanidade:
Os seres humanos criaram a tecnologia para melhorarem a sua qualidade de vida e se servirem dela. Com a revolução industrial abandonaram os campos e viveram um período de êxodo para as cidades industriais. A maquinaria cada vez mais sofisticada permitiu que as indústrias reduzissem a sua necessidade de mão de obra. 
A sofisticação da produção aumentou a disponibilidade de recursos, que permitiram uma reviravolta económica, com exponencial poder de compra pelos habitantes do planeta terra. Este fenómeno ocorreu principalmente no hemisfério norte dos quadrantes ocidentais. 
Com o aumento das transações e de aquisições de produtos de 3ªs necessidades, criou-se a necessidade de ocupação de postos de trabalho nos ramos dos serviços e comércio, com disponibilização de atendimento e suporte de 24 horas.
O tempo livre passou a ser um recurso escasso, porque quando não estavam a adquirir bens ou serviços, os habitantes encontravam-se nos seus postos de trabalho a fornece-los.
Os jardins e praias cada vez mais ficaram desertos. Os amigos e famílias deixaram de sentar à mesa com calma e tempo, para conversarem e usufruírem das suas alegrias e gargalhadas.
As crianças já não brincam. Tem de adquiri o máximo de competências possíveis durante os primeiros 18 anos de vida, para se prepararem para o mercado de trabalho competitivo.
O tempo passou a ser um recurso que apenas os muitos abastados podiam adquirir.

É isto que queres que conste nos livros de história daqui a 500 anos?

Ainda estás a tempo! Quanto tempo queres investir, para salvar o tempo?


Com amor,
Judite <3