segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Desafio 52 semanas - semana 7

O sétimo desafio das 52 semanas foi concretizado com uma semana de atraso, mas sem desculpas!

O prometido é sempre é devido, por isso... rua fora, num Domingo solarengo, mas cheio de sono.

Num dia lindo para passear Lisboa, comecei o meu passeio baseado na carta nº 12 e na Baixa Pombalina, na Rua do Carmo, mesmo por baixo do passadiço do Elevador de Santa Justa.

Desci saltitante, as escadas para furar entre a fila de turistas, sempre infinita a aguardar a subida do elevador.

Estou na rua Áurea. Só quem desce esta rua em direção ao rio, consegue perceber o brilho que esta cidade tem. O reflexo do sol nos imponentes edifícios que rodeiam estas avenidas.

Na Rua da Conceição, esgueiro-me à direita, até à praça do Município.
Também rodeada de edifícios imponentes, e em alguns dias cheios de vida. Hoje muito sossegada. Sempre com colunas, ombreiras e janelas vibrantes na mira dos nossos olhos.


Estamos muito perto da Praça do Comércio ou Terreiro do Paço, como preferirem chamar.

Aquilo que mais se tem em consonância é a imensidão deste campo, cada vez mais rodeado de fantásticas esplanadas.

A desaguar no rio e na pequena e fingida praia, mesmo no meio da cidade.

Aqui sossegam-se passeios.
Abrem-se braços ao sol. 
Beijam-se apaixonados. 
Riem-se e cantam os enamorados pela vida.


Fazer a praça nos dois sentidos, dá-nos duas visões tão opostas.

Uma da imensidão do azul, que à direita se prolonga a alguns símbolos da cidade: a Ponte e o Cristo do outro lado.

E a do regresso, a visão sobre a colina do castelo, o do São Jorge, sob o Arco que nos leva à Rua Augusta, de quem partilha o nome.

Por baixo das arcadas que antecedem este ícone, estendem-se nos dois sentidos mesas com artesãos que expõem e vendem a sua arte.
Aqui já me apaixonei por muitas peças. Neste dia resisti. Tenho no destino final deste passeio um sítio que aguarda pra comprar outras coisas.

Depois de atravessar o arco, sigo pela direita, até à Rua da Madalena.
Daqui, rodopio pelas ruas, num vai e vem, de cabeça erguida a apreciar janelas e varandas.

Encontro a loja Silva e Feijoó, onde paro para me deliciar uma vez mais. Tantas são as vezes que paro à porta para apreciar a surpresa que nos aguarda lá dentro.

Subo, a também animada, Rua dos Correeieros até à Praça da Figueira.


Nesta Praça, de onde partem a todo o instante eléctricos cheios de gente.

Onde circulam a todo o instante pessoas apressadas.

Onde o Castelo nos vigia, mesmo no alto da colina.

É também lugar de paragem. De quando a quando, com as suas feiras de produtos de outras Terras de Portugal.

Aqui vive-se o campo, a serra, o artesanal. Tudo em forma de sabores que queremos levar no saco.

Aqui não resisto a pãezinhos, doces e rebuçados artesanais.

Mas há muito mais, para outros paladares.


O passeio está a chegar ao fim.
O Rossio fica do outro lado de uma fila de edifícios.

A partir do corredor que se abre de uma praça para a outra, surge nos meus olhos outras belezas da cidade. Não existe ponto onde o olhar se esgueire, que não seja beleza para apreciar.

Quase que podemos jogar àquela brincadeira da infância, em que rodamos, rodamos, rodamos... mas em vez de ficarmos tontos, temos mil e uma maravilhas para adorar.


Como Lisboa é linda e apaixonante!
Como é luminosa!
Como me faz apaixonar todos os dias que piso esta calçada!


Com amor,
Judite <3







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