quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Ouve o bater do coração... e faz!

Já sentiram aquela vontade de estarem onde não estão?

Por vezes parece que a nossa mente entra em contradição.

Temos um trabalho para terminar que conhecemos a sua urgência, mas tudo o resto passa a ser mais importante.

Temos uma visita de alguém que gostamos muito para jantar, mas não conseguimos largar o sofá e o filme fantástico que já vimos uma dúzia de vezes.

Temos que levantar de madrugada, mas na noite anterior temos menos sono que em qualquer uma... ou ao contrário, acordamos sempre antes do despertador, mas num dia que temos que chegar cedo temos necessidade de dormir mais um pouco.

Planeamos uma viagem com que sonhámos muito, mas quando chega perto da data, apetece-nos fazer outra coisa.

Passamos uma vida a planear, a prever, a guardar para uma ocasião melhor ou para quando seja preciso.

E muitas vezes esquecemos do mais importante: ouvir o nosso coração e fazer de imediato!

Quando nos apetece algo repentinamente, temos mais probabilidade de abrimos a lista das coisas que nos impedem de fazer, do que simplesmente fazer.

Jogamos muitas vezes num jogo dos nossos desejos e as expectativas de outros em relação à nossa presença. E qual o balanço?

Porque cancelar a nossa essência, os nossos desejos? Porque por em standby a nossa energia, a nossa vontade?

Vivemos muitas vezes em batalha. Se fazemos hoje, temos as expectativas de outros em contra relógio, na meta de amanhã.

Vivemos numa balança entre nós e os que estão connosco.

E qual o balanço?

Socialmente criámos uma série de regras e normas que nos impedem de ser pessoas. e passamos a ser grupos ou famílias, ou seres com responsabilidade de hora marcada, E toda a ação tem de estar em consonância com a vontade e as normas do grupo comum.

Mas quanto é possível cumprir os desejos e sonhos se não pudermos ter um eu com voz? Um que sinta o apetecer e de imediato responda com o fazer.

A racionalidade do ser humano trouxe-lhe uma coisa espantosa: a criação. Mas também uma terrível: a castração do ser natural, do ser que ouve o bater do coração... e faz!

Como é recompensador dançar ao ritmo da nossa paixão. Daquela que é mais natural, a sentida dentro do peito, a sentida no eco da nossa alegria.
Aquela que nos move sem pensamentos de prós e contras, mas que de tão pura é tão boa. aquela que nos faz verdadeiramente um ser e que contagia em vez de impor, o outro.

Precisamos mais de dançar ao som do coração!



Com amor,
Judite <3








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