domingo, 24 de janeiro de 2016

Desafio 52 semanas - semana 4

Hoje começou a quarta semana do desafio, mas foi ontem que fui para a rua com o desafio nº4 (podes ler mais sobre o desafio aqui).

A carta escolhida para concluir a tarefa da semana, é a carta 27. Talvez a carta com o percurso mais curto. Mas nem por isso de menos tempo. Esta carta leva-nos numa aventura pelo mundo, cultura e música em poucos metros.

Não foi há toa, nem batota, o motivo que me levou a concretizar o desafio um dia mais cedo. Porque a emoção deste passeio, a experiência completa, vive-se ao Sábado. 

Se acompanharam o desafio anterior (ver aqui) já perceberam que gosto de feiras e mercados. Ora neste desafio, o percurso é feito numa feira emblemática: A Feira da Ladra! 

Começo o passeio antes, porque toda a chegada é envolvente, a azáfama de transeuntes, turistas, moradores ou aqueles que vem propositadamente à feira. Assim, subo ao elétrico 28 no Largo do Camões, e desço nas Portas do Sol, no sopé do Castelo. 

Está um dia solarengo e quente para a altura do ano. Está a luz ideal para apreciar desde o miradouro, a bela paisagem do casario de Alfama, a perder-se no rio. 

Como o meu destino é a feira, ponho-me a caminho pela Rua das Escolas Gerais até à Calçada de São Vicente.  

Chegado ao largo da Igreja com o mesmo nome, começa-se a sentir a azáfama. Entre elétricos, carros, tuc-tucs e muitas pessoas a pé, aqui adivinha-se que ao fundo do Arco Grande de Cima, há todo um mundo à nossa espera.


A feira é cheia de cores, odores e sons. E até alguns sabores no quiosque do Jardim de Santa Clara e cafés que ocupam o mercado ou os prédios aqui circundantes. 

Quando descemos a feira, acompanhamos um rodopio de negociatas. Avistando em permanência o azul do rio no horizonte, vamos circulando entre o mundo. O das coisas e o das pessoas. 

Aqui vende-se tudo, desde coisas novas a coisas tão usadas que temos dúvidas se algum dia se venderão. 

Mas aqui também se vende artesanato, arte com direito ao seu nome, e peças de fabricadas no outro lado do mundo, em fábricas lotadas de menos favorecidos. 

E também encontramos relíquias de outros tempos, os móveis Vintage, o famoso design da década de 50, a Arte Nova e clássicos Queen Anne. Candeeiros e Louças de todas as épocas. 

Reinvenções, como os míticos cães de louça que guardam uma porta. 

Os vestidos, casacos e sapatos, alguns de marcas gastas em bancadas de chão, outros em tendas cheias de novidades baratas. 

A música bagunça o ar. Entre bandas sonoras do rádio de uma ou outra paragem, encontram-se artistas que expõem a sua música. 


Desço a rua até ao mercado de Santa Clara. Um pequeno edifício no centro da feira. Neste mercado, que aloja exposições sempre interessantes sobre a história das coisas, no open space acolhedor. O mesmo mercado que aloja comércio de portas voltadas para a rua. Aqui amontoa-se o comércio do restauro, artes, e espaços de designers. 

Nestas lojas encontra-se "As Marias com Chocolate" um lugar que merece paragem. Peço um café e debato-me com as delícias de chocolates, bolos e caramelos. Escolhida uma vicentina, sento-me na pequena esplanada, em plataforma segura e vista sobre a feira e a paisagem em volta. 

Ao lado encontra-se um músico a balancear-se enquanto desliza notas no contrabaixo. Param passeantes para apreciar.


Depois da pausa, passo pelo jardim. Um oásis de sossego entre a feira. Um lugar de lazer, de descanso entre relva ou esplanada.

Avista-se do alto mais sossegado a agitação da feira aqui mesmo em baixo. O rio continua em mira e o Panteão Nacional, imponente aqui ao lado, também. 


Percorrido todo o jardim, faço a feira em subida até ao Panteão. 

A atribulação fica lá atrás. Aqui deslumbro o templo, o de Santa Engrácia. Muito procurado pelos que o visitam em curiosidade e deslumbre pela obra. Ocupado por aqueles que depois de partirem em viagem fazem história.

Acabo o passeio com esta visão, o grande a fundir com o azul, o do céu e o do rio. 


Venham até à feira e façam uma viagem. Vai valer uma bela manhã de Sábado!

Com amor,
Judite <3





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