segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Desafio 52 semanas - semana 1 e 2 - Parte II

Lembram-se onde ficámos ontem? (se te faltou oportunidade, lê a primeira parte do post aqui)

Ontem conclui o meu relato do desafio 1 no mesmo local onde será iniciado no desafio 2.


A partir do Príncipe Real, a carta nº 7 vai levar-nos deste jardim até ao miradouro de Santa Catarina, percorrendo a Rua do Século.


Ponho-me a caminho e começo a descer a rua. Nesta rua aconteceu história e ainda se formam histórias.


Quando descemos a rua encontramos nas suas transversais becos e ruas de encanto. Vestígios do tempo. Vestígios de sossego e em alguns casos de abandono. Mas também vestígios de uma nova vida.


Foi nesta rua que nasceu o famoso Marquês. O de Pombal. Enquanto me abrigo da chuva na ombreira de uma porta, avisto o edifício onde consta a história e a placa que a conta. 


Inspira-se arte. Não é por acaso. 


Num edifício com uma fachada emblemática, que nos faz parar e pairar, concentra-se um espaço dedicado à dança. Aqui fica o Conservatório Nacional.


Assim que me é permitido continuar, vou apreciando os edifícios. Existem alguns de tom amarelo. De um amarelo pouco vulgar. E a cor ilumina a rua. E a História também.


Esta rua tem o nome de um Jornal emblemático. Foi nela que o jornal “O Século” esteve em atividade durante 100 anos. Quantas histórias passaram por aqui!



Continuando a descer e com atenção aos edifícios em redor, vai-se encontrando pequenas surpresas. Esta rua termina na Calçada do Combro, mais apressada e concorrida.


Nesta rua que inclina em descida para São Bento e em subida para o Largo de Camões, passa para cima e para baixo o elétrico 28. A partir daqui pode-se partir em outras aventuras pela cidade. E vale o passeio.


Mas o objetivo é continuar a pé. Entre ruas, ruelas e escadarias, continuo a encontrar o encanto da cidade. Se para trás ficou a azáfama da calçada. Regressa-se ao silêncio. 


Ouve-se o eco das gaivotas. Estamos a aproximar do destino final. Avista-se ao longe o rio.

O miradouro está solitário. O tempo de chuva e o vento afastaram os visitantes. O quiosque e a esplanada estão fechados. Reflexo do Inverno, agora rigoroso. Na primavera tudo isto voltará à vida. 

Agora apreciamos na companhia do adamastor, a vista sobre o rio. Ao longe vê-se o Cristo (Rei) de braços abertos, e a ponte com o seu rubor entre o enublado. Hoje não há barcos a brincarem no rio e a água teve o seu azul substituído por uma cor que lembra cimento.



Quase que sou levada pelo vento. Mas cheguei. Missão cumprida!

Agora anseio pela próxima aventura! E deixo esta questão… quem quer vir comigo?

Com amor,
Judite <3



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