domingo, 10 de janeiro de 2016

Desafio 52 semanas - semana 1 e 2 - Parte I

Há 3 dias postei aqui no blogue um desafio que lancei a mim mesma, para cumprir em 52 semanas (vê aqui o post). Hoje iniciei o desafio!
Como quando surgiu esta aventura já estávamos em cima do final do prazo do primeiro desafio, hoje cumpri dois desafios, ficando assim com a primeira e a segunda semana já concretizadas!

Apesar do clima adverso que abordou a cidade, sai à rua com duas cartas do baralho Lisboa a pé. Levei a carta nº 6 – “A Sétima Colina” e a nº 7 – “A Rua Formosa”. Como ambas as aventuras começavam no mesmo local, fiz o passeio da primeira carta em ordem inversa. Mas recomendo que ao comprarem o vosso baralho, que a façam da forma original. Vai ter muito mais valor.


A primeira aventura começava no Cais Sodré. Mas pelo caos instalado devido às obras de recuperação daquela zona, comecei um pouco ao lado, no jardim entre a Ribeira das Naus e o Cais.



Vou confessar-vos que por momentos pensei que não ia conseguir ter imagens deste passeio. A chuva e o vento forte estavam a impedir uma série de passos. Por momento até pensei que voava! Felizmente estão neste momento a ler este post, o que significa a minha sobrevivência e, claro, missão cumprida.

Depois de um chá e da chuva dar lugar a um sol envergonhado, mas agradável, iniciei a subida da Rua do Alecrim, que liga o Cais do Sodré ao largo de Camões.



Pelo caminho parei para apreciar da réplica em bronze da estátua “Eça de Queirós e sua musa”. Fiquei surpreendida. Tantas são as vezes que subo e desço aquela rua e nunca tinha parado para a apreciar!


A subida para o Largo de Camões encanta-me. Se no passeio original podem ter uma linda paisagem do rio. Na subida vão de encontro aos românticos elétricos. E quanto mais se aproximam, mais perto estão do som dos carris e do toque tilintante da sua buzina.

Este largo, separado do Chiado pela rua acabada de subir, é circundado por edifícios interessantes e agora bem cuidados. Nos últimos anos tem existido um grande investimento na cidade. Quer por cuidado público, quer privado, a cidade está cada vez mais bela!


Continuando a subida entre o comércio, fachadas e olhares sobre as transversais do Bairro Alto. Chegamos ao Largo Trindade Coelho, vulgarmente dito o largo da Misericórdia. Aqui encontra-se o imponente edifício que dá lugar ao nome.

Não parei. Mas recomendo que o façam. Até podem explorar um pouco nas ruelas circundantes.


O meu objetivo é chegar ao Príncipe Real, por isso continuo a subida.


Passo pelas escadarias do Elevador da Glória, que em pleno funcionamento leva uma carga adicional – a chamada arte de rua. Entre rabiscos e cores que em nada combinam com o seu amarelo original, o elevador espera os seus clientes.

Quando preciso descer deste ponto até à baixa, costumo utilizar o elevador. É um passeio calmo e bonito, num percurso rápido. Por isso recomendo que ao usarem, não o façam com tarifa de bordo. Comprem a vossa viagem num cartão recarregável num quiosque ou no metro.


Paro uns metros mais à frente, mesmo no início do miradouro São Pedro de Alcântara. E aprecio o Castelo, o monumento e o bairro, do outro lado da avenida, noutra colina.


Esta cidade é linda. E vista daqui é encantadora. 


Os horários em que mais gosto de vir aqui são de manhã cedo, enquanto a cidade ainda está adormecida. Ou pela hora do jantar, com a cidade iluminada e uma caixa de comida “para levar” e apreciar nesta varanda sobre a cidade. Existe um restaurante de sushi razoável mesmo ao lado do miradouro, se quiserem uma sugestão onde comprar comida para repetir esta experiência.



Outra alternativa é comer qualquer coisa no quiosque do lado norte do miradouro. Também agradável.


Depois de me demorar a apreciar a cidade, continuo a subir até ao destino final.

Entre bares, restaurantes e lojas de vestuário de design, lá chego ao meu destino. A arquitetura que nos acompanha é fantástica e vou a maior parte das vezes de pescoço inclinado para apreciá-la em direção ao céu.

Ao chegar ao Príncipe Real uma mancha verde preenche-nos o olhar. 

Este jardim é sempre muito animado, seja qual a hora e o dia da semana. Hoje está um pouco mais deserto. A cidade está ausente. A meteorologia tem o seu contributo.

Neste jardim pode-se descansar nos inúmeros bancos que se espalham pelas várias zonas. Encontramos muitas pessoas a ler os seus livros, ou apenas a aproveitar a enorme sombra da árvore centenária que protege os dias de sol.

Pode-se conviver no sabor de um café, num dos 3 quiosques que se distribuem na sua dimensão. Ao final do dia, depois dos horários correntes de expediente, é muito comum encontrar grupos a descontrair de um dia de trabalho.

Pode-se fazer um piquenique na relva ou nas mesas do espaço de merendas. Nos dias quentes, alguns trabalhadores que estão nesta zona, pegam nas suas lancheiras e vão fazer um almoço ao ar livre.

Pode-se brincar com as crianças. O jardim tem um parque infantil onde as famílias se divertem, e é uma alegria lá passar aos fins-de-semana.

Pode-se fazer compras. Todos os sábados de manhã, está montado o mercado biológico. Aqui encontra-se legumes e frutas muito saborosas, mas também se encontram outras coisas interessantes. Numa outra parte do jardim é habitual haver uma feira que varia entre o artesanato, os artigos de segunda mão e o gourmet, conforme a ocasião.


Esta zona tem tido um acréscimo de uma dinâmica muito saborosa. Se o jardim é animado, o espaço circundante não lhe fica atrás. 


Na rua da escola politécnica temos comida, compras e um museu fantástico para visitar, o Museu da História Natural e da Ciência e o seu Jardim Botânico, são uma boa aposta cultural.

E se as Concept Stores estão na moda. Mesmo em frente ao jardim está a minha preferida.

Entrar na embaixada faz-nos recuar para outros tempos. Mas mais do que isso, preenche-nos a alma com a romântica beleza da sua arquitetura. Visitem, nem que seja só para espreitar.



Continua a chover na rua. O primeiro desafio está concluído. A partir daqui ponho-me a caminho para o segundo.

Mas essa história vai ficar para amanhã!



Por razões de “massariquice” alguns clipes não funcionam corretamente. Também estou em fase preparatória de domínio do lugar onde está a câmara... é normal o meu olhar longínquo!



Com amor,
Judite <3



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