domingo, 31 de janeiro de 2016

Os 10 mandamentos

Uma das muitas formas de estarmos melhor connosco próprios, com os nossos valores e com os nossos sonhos, é ter presente na mente coisas que nos façam ser mais impulsionadores dos passos certos.
O certo, é apenas aquilo que precisamos para percorrer o caminho que nos leva o cumprimento dos nossos objectivos, seja qual o campo da nossa vida.

As pessoas de sucesso, seja em que campo, são por norma mentalmente organizadas sob algumas regras que cumprem religiosamente. Estas servem como motor de arranque de tudo o que as rodeia.

Não me coloco nessa lista, com este post. Mas coloco-me na lista dos que tem alguns lemas a acompanhar o trilho da conquista.

Hoje partilho 10 mandamentos, daqueles que levo comigo todos os dias.

Faço o convite a que criem também a vossa lista de mantras ou mandamentos. Seja qual o nome, que tenham algo que seja ímpeto do vosso passo a passo rumo aos vossos desejos. E que vos faça percorrer o vosso melhor caminho.

E que essa viagem seja fantástica!



Com amor,
Judite <3

sábado, 30 de janeiro de 2016

Pronto a vestir

Percorremos lojas e lojas. Repete-se a oferta de desenhos e cores. Compramos aquela camisa que até nos assenta mais ou menos, a t-shirt que quando chegamos a casa reparamos que fica torta nos ombros, o vestido que está na moda, e as calças jeans que toda a gente tem.

Ajeitamos aqui e ali. Sujeitos à oferta e à disponibilidade do bolso, ou não conseguimos comprar nada!
Ajeitamos aqui e ali. Na perspectiva de se ir moldando ao corpo, de um quilo a mais ou a menos que compense a forma da nossa figura dentro de tal fatiota.

Usamos, lavamos, repetimos meia dúzia de vezes no material mais barato, alguns anos em material de melhor qualidade.

Quando não gostamos mais, deixamos no fundo do roupeiro ou doamos para caridade.
Quando gastamos, pomos fora!

Compramos tudo novamente, estação após estação. Umas coisas compramos sempre, outras quando é preciso.

E continuamos nesta rotina, presente na maior parte de nós.

A minha história de hoje não retrata qualquer critica ao pronto-a-vestir, nem à facilidade e rapidez com que conseguimos ter coisas novas.

Esta compra é apenas uma metáfora!

Agora peço-vos: repitam a leitura do texto que escrito até este ponto. E substituam as peças de roupa por pessoas, por relações, por ações que fazem no vosso dia-a-dia.

Quantas vezes repetimos nas pessoas que não são a nossa medida,
Quantas vezes deixamos o nosso corpo, o físico e o da mente, adaptar-se aquela presença ou tarefa, desfazendo a sua forma, noutra que não reconhecemos.
Quantas vezes deixamos a nossa identidade para encaixar em familias, grupos e trabalhos.
Quantas vezes estamos em sitios que não queremos?

Quantas vezes queremos deixar a fatiota do pronto-a-vestir que não nos assenta, mas achamos que não temos recursos?

Os recursos para encomendar Tailor Made são excassos? Óptimo! Fá-lo com as tuas próprias mãos!
Procura quem te ensine a pegar na agulha, ou alguém que explique o que é uma agulha.

Ninguém mais do que tu te conhece de A a Z!
Ninguém mais do que tu sabe o que é importante para ti!
Ninguém mais do que tu, sente as tuas emoções!
Ninguém mais do que tu, sonha os teus sonhos!

A mensagem de hoje é só para aqueles que estão na dúvida do deixar o pronto a vestir. Está tudo bem em continuar a usá-lo. Está tudo bem em deixar de o fazer.
Só o nosso coração sabe o qual o fato mais bonito par nós. O importante é ouvi-lo e usarmos os fatos com que nos sentimos bem!


Com amor,
Judite <3



sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Tens bom remédio!

Já partilhei aqui a minha paixão por Alfama (lê aqui), linda só como ela, na sua essência. Diferente de dia e de noite. Com novidades que só conhecemos vivendo-a.

Mas se de dia são os passeios, com o extra de um bailarico ou umas sardinhas no Verão. Pela noite temos bares alegres onde entre um copo de vinho, um petisco e uma guitarra se aquecem corações. Entre conversas de amigos ou até um encontro romântico. É um lugar para aconchegar paixões, as da vida e as do coração.

Quando penso na pitoresca alma de alfama, quando penso nos seus cantos acolhedores, penso também nos pequenos refúgios, que nas estreitas ruas se prolongam em corredores porta dentro.

Estar sentada à mesa nestes lugares, é como se nos prolongássemos da rua, da alma deste bairro.

De aventura, em aventura se vão encontrado aquele lugar que iremos de certeza voltar. E em Alfama são alguns.

E se falo em romântico e paixões, posso falar também nas gentes que aqui habitam ou fazem deste lugar a sua casa de trabalho. Um exemplo é um bar simpático e aconchegante na Rua dos Remédios. O "Tens Bom Remédio", onde fui acolhida por um simpático casal. Ela à mesa, ele na volta com os petiscos na pequena zona de serviço no meio do bar.

Ali tão perto avistamos várias peças de queijos a olharem para nós na montra que protege a zona de trabalho, os enlatados e frascos de doces que aconchegam as paredes. Os vinhos amontoados de forma ordeira, no seu canto.

Aos sábados temos um extra, a guitarra atarefada e alegre que ecoa neste espaço acolhedor e que faz os transeuntes pararem para lá da porta aberta.

Enquanto espero pela fantástica tiborna de queijo de cabra e pêras caramelizadas, absorvo toda a energia, sorrio para o som que vem até mim, do músico em transe com a sua obra. Energizo com a presença dos turistas que valorizam esta cultura e que acompanham entusiastas entre petiscos e um copo de vinho.

Um lugar recomendado para uma noite tagarela acompanhada de sabores de tradição, da terra e da paixão por bom receber.

Se queres experimentar um espaço assim... Tens Bom Remédio!


Com amor,
Judite <3

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A ilusão e o ilusório

A nossa mente é das coisas mais incríveis que alguma vez vamos saber sobre. Ou então, pensarmos que assim será.

Facilmente podemos andar a vida toda ao lado de algo que de tão óbvio não vemos.

Tal como vemos muitas coisas que não o são.

Vivemos em permanência ilusão. A que nós nos dispomos na nossa mente. Aquela que ignoramos muitas vezes.

E acontece com uma frequência maior que a que conseguimos medir, o desafio de nós para nós.

Hoje, vinha com a toda a calma sentada no comboio de regresso a casa e olhei para um cartaz afixado na vitrina separadora.

Olhei de relance e quando ia fixar a minha atenção numa qualquer outra cosia, houve um elemento que me chamou de novo e me prendeu em atenção.

Trinta anos em viagens de comboio. Trinta anos a passar várias fases do meu desenvolvimento e consequentemente da forma como apreendo as coisas. Pela primeira vez reparei no significado tão claro e transparente do logo da CP.

Isso mesmo! 

A mente, traiçoeira como só ela sabe ser, revelou após este tempo todo, o que nunca tinha percebido. Aquele logo tão reconhecível, que durante tanto tempo foi apenas o logo, transformou-se repentinamente à minha frente num "C" e num "P", bem coladinhos e verdes.

Ri com toda a vontade e acenei a cabeça com entusiasmo. Como é possível que nunca tenha reparado?

De imediato fui transportada para duas situações do passado, de ignição para a reflexão sobre o ilusório.

A primeira longínqua. Quando aos cinco anos de idade não gostava de queijo num Domingo. E na segunda-feira de manhã pedi à minha mãe para provar. Sim provar, porque não gostava de uma coisa da qual desconhecia o sabor, sem história, ou outro algo que pudesse repudiar, a não ser o seu famoso aroma.

Num dia não gostava e no outro era a coisa mais fantástica do mundo. Tenho de agradecer ao Egas e ao Becas, aqueles dois companheiros que viviam na Rua Sésamo por me ajudarem a confrontar o primeiro paradigma do qual tenho recordação.

Não pude resistir. Tive de experimentar por mim própria que os buracos do queijo realmente tinham o sabor, como afirmava na sua sabedoria o Becas.

Desde esse dia, mil e um paradigmas foram mudados.

Na última feira do livro, no verão passado, encontrei um livro que hoje adoro, mas que me caiu nas mãos sem que soubesse previamente da sua existência.

"A nova Inteligência" de Daniel Pink, abriu-se de página em página, até à devoração total.

Quando no momento da revelação no comboio, reli mentalmente um exercício que preenche algumas das páginas da obra, outro paradigma foi quebrado. 

"Preenche os espaços negativos" dizia-me a minha massa cinzenta.

Realmente foi o que aconteceu quando o elo de cadeado se transformou de repente num "C" e num "P".

Quando a minha mente preencheu os espaços negativos na imagem, revelou-se o mistério.

De todas as teorias e exercícios do livro, este nunca me tinha chamado muita a atenção. 

A verdade é que, desde o dia em que li, tenho recorrido muitas vezes a esta bibliografia para inspiração nas minhas ações de desenvolvimento pessoal. Mas este exercício nunca me tinha inspirado confiança. 

Até sentir na pele a verdade sobre ele... E percebi algo em mim. Esta revelação na experimentação em ambiente não controlado me fez viajar para outros paradigmas do agora.

Quantas vezes queremos ver a revelação de tudo, e ficamos no nada?
Quantas vezes escavamos nas profundezas de questões não completadas?
Quantas vezes pensamos no ver, no ser, no sentir, mas não pensamos na sua antítese?
Quantas vezes pensamos que estamos numa emoção, mas ela não faz sentido?

É frequente dominarmos a nossa mente com fantasias. E a ilusão do que queremos transforma tudo em nosso redor em verdade. Na ilusória verdade que desejamos. Que acontece. Que existe na nossa, e só na nossa, própria história.

Quantos acontecimentos na nossa vida são sinceros?
O resultado é real, ou também fruto da nossa mente marota?
O que sentes neste momento é real ou ilusório?

Terás de descobrir o segredo. Afinal... é só uma questão de ver os espaços negativos!

Vê além da imagem! Vê com humildade do questionamento! A sinceridade sobre nós próprios ajuda a descortinar a mente.


Com amor,
Judite <3




quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

A viagem

Quando digo que um dos meus sonhos é viajar "sozinha" mundo fora, sinto olhares estranhos em mim.

A verdade é que fomos educados a viver em família, em grupos sociais, em comunidade.

Com tamanha educação, pode ser estranho pensarmos em fazer algo sozinhos. Simplesmente pegar nas coisas e partir.

Mas porque não ir?

Estar sem uma companhia programada não significa solidão. Mas estarmos em nós próprios.

Mesmo não estando a cumprir a tal viagem, não dispenso situações em que estou só comigo. Aqueles que em mim própria saio à rua, e divago em momentos meus.

Acho extremamente enriquecedor partir rumo a um simples café, ida a um espectáculo ou uma aventura. Momentos a sós são momentos completos na ação que nos lançamos a fazer.

Só experimentando se consegue perceber a capacidade que temos de, estando em nós, nos fundirmos com o alheio.

Só experimentado se consegue perceber o quão rica é a nossa capacidade de absorção do que nos rodeia, e o que temos para dar.

Quando não estamos focados nos outros (aqueles que eventualmente nos acompanham), mas na aventura em si, somos mais inteiros. E essa integralidade permite-nos ser mais ecológicos nas potenciais relações e interacções. De saber reconhecer a cada instante as sensações. Mas mais do que isso, de poder sorrir para o mundo como um todo.

Estar a sós tem um potencial de dimensão que podemos não conseguir imaginar sem o viver. Podemos alhear-nos do que não queremos levar connosco é um dos resultados. Como se fossemos numa meditação constante.
Por outro lado, podermos dar atenção a todos os intervenientes das interacções pelo caminho, é estrondosamente arrebatador. Sentimos com imensidão tudo o que podemos na nossa essência, a dos sentidos e a da alma.

Vou continuar a almejar a grande viagem. Por agora ficam as pequenas. Mas já grandiosas no seu valor em mim.

Se te apetece ir. Vai!


Com amor,
Judite <3









terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Perde-te no caminho

A nossa vida é como uma estrada.

Muitas vezes quando dou formação, peço aos meus formandos que pensem na vida como uma estrada e a desenhem.
Quase sempre encontro olhos esbugalhados para mim.

Esta estrada é só uma metáfora. E apenas quero que neste processo de folha branca e lápis de cor, meditem sobre o seu próprio percurso.

Porque realmente a vida é feita de curvas, cruzamentos e entroncamentos, algumas rotundas e becos à espera que se lhe construa uma estrada com saída.

Somos muitas vezes confrontados com dúvidas:

Ir ou ficar?
Dizer ou calar?
Dar ou guardar?
Vencer ou relevar?
Mostrar ou esconder?
Libertar ou prender?
Confiar ou temer?

Quantas dúvidas, quantas respostas!

A forma que a estrada toma no papel tem uma razão: nós mesmos.

O que queremos ter no nosso desenho? Uma autostrada, uma estrada num deserto sem história? Ou um longo caminho entre curvas e florestas?

Podemos decidir o tipo de desenho que vais ter.

Peguemos nas pedras e façamos a nossa própria calçada!
Peguemos na borracha e petróleo e façamos o nosso próprio asfalto!
Peguemos na areia e façamos o nosso próprio cimento!
Peguemos nas sementes e plantemos a nossa própria floresta!

O arquitecto somos nós!


Com amor,
Judite <3



segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Tu tens a luz dentro de ti... deixa-a brilhar

Deixo a playlist correr livremente enquanto ponho trabalho em dia. Começo a despertar para um som que desperta a atenção e me leva para a minha presença.

Todos os dias me sinto agradecida por imensas coisas que tenho, que faço, que vivo, mas fico mexida quando tomo consciência de algumas coisas.

"Do you ever feel
Like a plastic bag
Drifting through the wind
Wanting to start again" 


("Já te sentiste
Como um saco de plástico
À deriva através do vento
Querendo começar de novo")


Começo a sentir a batida que acompanha a letra. E logo sou transportada para toda a música, e fico a cantarolar a canção.

"You don't have to feel
Like a waste of space
You're original
Cannot be replaced
If you only knew
What the future holds
After a hurricane
Comes a rainbow
Maybe a reason why
All the doors were closed
So you could open one
That leads you to the perfect road"

("Não tens que te sentir
Como um desperdício de espaço
És original
Não podes ser substituída
Se soubesses
O que o futuro reserva
Após um furacão
Vem um arco-íris
Talvez uma razão pela qual
Todas as portas estavam fechadas
Tu podes abrir uma
Isso leva-te para a estrada perfeita")


E deixo-me embarcar na minha gratidão, aquela que é a da consciência de saber quem sou e o mundo que é meu.

"Like a lightning bolt
Your heart will glow
And when it's time you'll know
You just gotta
Ignite the light
And let it shine"



("Como um relâmpago
O teu coração vai brilhar
E quando chegar a hora vais saber
Só tens que acender a luz
E deixá-la brilhar")

Sei, mas relembro, que tudo o que preciso está comigo. E continuo a flutuar na mensagem.

Todos temos algo dentro de nós que nos torna únicos. 
Todos temos uma missão importante no nosso mundo, seja ele de que tamanho. Tenha ele quantos seres. 

É tão simples. Só temos de estar disponíveis para brilhar, para embarcar na viagem certa. E esta viagem é aquela que nos faz mais felizes. É o caminho que nos leva aos nossos sonhos. 
Só temos de deixar explodir a centelha.

"As you shoot across the sky
Baby, you're a firework"

("Quando disparas no céu
Querida, és um fogo de artifício")


E com esta sensação de poder, continuo, de sorriso nos lábios e coração cheio de energia para concretizar os sonhos.

Com amor,
Judite <3




domingo, 24 de janeiro de 2016

Desafio 52 semanas - semana 4

Hoje começou a quarta semana do desafio, mas foi ontem que fui para a rua com o desafio nº4 (podes ler mais sobre o desafio aqui).

A carta escolhida para concluir a tarefa da semana, é a carta 27. Talvez a carta com o percurso mais curto. Mas nem por isso de menos tempo. Esta carta leva-nos numa aventura pelo mundo, cultura e música em poucos metros.

Não foi há toa, nem batota, o motivo que me levou a concretizar o desafio um dia mais cedo. Porque a emoção deste passeio, a experiência completa, vive-se ao Sábado. 

Se acompanharam o desafio anterior (ver aqui) já perceberam que gosto de feiras e mercados. Ora neste desafio, o percurso é feito numa feira emblemática: A Feira da Ladra! 

Começo o passeio antes, porque toda a chegada é envolvente, a azáfama de transeuntes, turistas, moradores ou aqueles que vem propositadamente à feira. Assim, subo ao elétrico 28 no Largo do Camões, e desço nas Portas do Sol, no sopé do Castelo. 

Está um dia solarengo e quente para a altura do ano. Está a luz ideal para apreciar desde o miradouro, a bela paisagem do casario de Alfama, a perder-se no rio. 

Como o meu destino é a feira, ponho-me a caminho pela Rua das Escolas Gerais até à Calçada de São Vicente.  

Chegado ao largo da Igreja com o mesmo nome, começa-se a sentir a azáfama. Entre elétricos, carros, tuc-tucs e muitas pessoas a pé, aqui adivinha-se que ao fundo do Arco Grande de Cima, há todo um mundo à nossa espera.


A feira é cheia de cores, odores e sons. E até alguns sabores no quiosque do Jardim de Santa Clara e cafés que ocupam o mercado ou os prédios aqui circundantes. 

Quando descemos a feira, acompanhamos um rodopio de negociatas. Avistando em permanência o azul do rio no horizonte, vamos circulando entre o mundo. O das coisas e o das pessoas. 

Aqui vende-se tudo, desde coisas novas a coisas tão usadas que temos dúvidas se algum dia se venderão. 

Mas aqui também se vende artesanato, arte com direito ao seu nome, e peças de fabricadas no outro lado do mundo, em fábricas lotadas de menos favorecidos. 

E também encontramos relíquias de outros tempos, os móveis Vintage, o famoso design da década de 50, a Arte Nova e clássicos Queen Anne. Candeeiros e Louças de todas as épocas. 

Reinvenções, como os míticos cães de louça que guardam uma porta. 

Os vestidos, casacos e sapatos, alguns de marcas gastas em bancadas de chão, outros em tendas cheias de novidades baratas. 

A música bagunça o ar. Entre bandas sonoras do rádio de uma ou outra paragem, encontram-se artistas que expõem a sua música. 


Desço a rua até ao mercado de Santa Clara. Um pequeno edifício no centro da feira. Neste mercado, que aloja exposições sempre interessantes sobre a história das coisas, no open space acolhedor. O mesmo mercado que aloja comércio de portas voltadas para a rua. Aqui amontoa-se o comércio do restauro, artes, e espaços de designers. 

Nestas lojas encontra-se "As Marias com Chocolate" um lugar que merece paragem. Peço um café e debato-me com as delícias de chocolates, bolos e caramelos. Escolhida uma vicentina, sento-me na pequena esplanada, em plataforma segura e vista sobre a feira e a paisagem em volta. 

Ao lado encontra-se um músico a balancear-se enquanto desliza notas no contrabaixo. Param passeantes para apreciar.


Depois da pausa, passo pelo jardim. Um oásis de sossego entre a feira. Um lugar de lazer, de descanso entre relva ou esplanada.

Avista-se do alto mais sossegado a agitação da feira aqui mesmo em baixo. O rio continua em mira e o Panteão Nacional, imponente aqui ao lado, também. 


Percorrido todo o jardim, faço a feira em subida até ao Panteão. 

A atribulação fica lá atrás. Aqui deslumbro o templo, o de Santa Engrácia. Muito procurado pelos que o visitam em curiosidade e deslumbre pela obra. Ocupado por aqueles que depois de partirem em viagem fazem história.

Acabo o passeio com esta visão, o grande a fundir com o azul, o do céu e o do rio. 


Venham até à feira e façam uma viagem. Vai valer uma bela manhã de Sábado!

Com amor,
Judite <3





sábado, 23 de janeiro de 2016

Toda a fama!

Podia ser All Fama, mas a sua origem é árabe.
Da colonização longínqua, Alfama ainda guarda vestígios de encantos medievais.

Mas, história à parte, o seu encanto é visível pela imagem.

Causa-me alguma estranheza a relação que os Lisboetas tem com esta zona mística da cidade. Quando corremos os corredores de encanto apenas encontramos residentes do bairro e turistas encantados.

E o resto? O resto (grande parte) vem apenas "aos Santos". No resto do ano é como se nada aqui existisse.

Quando digo que sou apaixonada por Lisboa, não é Lisboa das Avenidas Novas, do Parque das Nações ou de Belém... É Lisboa dos Bairros típicos cheios de cores, aromas e sabores próprios.

Quando nos deixamos ir ruelas dentro, pelo bairro entra-se noutra cidade.

Numa cidade de vizinhas sentadas à porta ou debruçadas à janela.
Numa cidade de crianças que correm e brincam às escondidas ou à bola na calçada.
Numa cidade em que o tempo parece menos apressado.
Numa cidade onde entramos em qualquer sitio e podemos ficar a conversar horas com o dono do café.
Numa cidade que quando o dia dá lugar à noite, os bares de petiscos e restaurantes de fado abrem de par em par as suas portas.
Numa cidade onde as pessoas simples nos recebem "nas suas casas" com sorriso e dois dedos de conversa.
Numa cidade onde se encontra o antigo e o novo num só espaço numa harmonia natural e despreocupada.
Numa cidade onde os grandes restaurantes de fado se intercalam com minúsculos bares de vinhos, queijos e uma música no ar.

Quando percorremos as ruas de alfama, seja de dia ou de noite, existe algo no ar. Uma magia que é emanada pelos negócios de porta a porta, pelas gentes e pela mística das pequenas ruelas. e essa energia intensifica-se com os raios de sol.

Deixem-se levar até ao coração deste bairro. Este é o sitio onde há fama, e toda esta fama que me encanta, só poderia ser Alfama.



Com amor,
Judite <3





sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Tão simples, mas tão complicado!

Há algo que nos acompanha todos os dias. Desde o inicio ao fim. Sempre que estamos com outros.

A Comunicação, este dom que temos que é tão simples... mas é tão complicado!

Complica-se quando desdobramos toda a mensagem que é uma na nossa cabeça, e outra nos nossos lábios, mãos e olhar.

Complica-se quando o interlocutor não percebe, uma, duas, três vezes.

Complcia-se quando a mensagem vai, caminho fora e chega ao destino desfigurada da intenção inicial.

Como pode ser esta ferramenta tão simples torna-se algo tão complicado?

Eu chamo-lhe "a bagagem".

A bagagem, que pode ser uma mochila, uma mala de cabine ou um grabde troiler, está sempre a interferir na nossa mensagem.

E a verdade é que não temos duas bagagens iguais!

Como a bagagem pertence a cada um, cabe também a cada um ser tolerante com a bagagem do outro e arranjar máquinas de rx para ver melhor.

E o melhor rx é aquele que nem sempre vê, mas que aceita. É o que interpreta que todos nós, na nossa individualidade somos importantes e temos um belo contriburto para dar ao mundo.

Todos temos uma mensagem para comunicar.

Alguns ainda estão no processo da descoberta, mas todos temos um dom pessoal da comunicação.

Precisamos apenas de perceber qual a mensagem que será sentida pelas pessoas que nos rocdeiam e que desbloquerá o poder de fazer chegar ao destino a mensagem inicial.

Descobre a tua mensagem estrela! E brilha na comunicação.


Com amor,
Judite <3

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Ouve o bater do coração... e faz!

Já sentiram aquela vontade de estarem onde não estão?

Por vezes parece que a nossa mente entra em contradição.

Temos um trabalho para terminar que conhecemos a sua urgência, mas tudo o resto passa a ser mais importante.

Temos uma visita de alguém que gostamos muito para jantar, mas não conseguimos largar o sofá e o filme fantástico que já vimos uma dúzia de vezes.

Temos que levantar de madrugada, mas na noite anterior temos menos sono que em qualquer uma... ou ao contrário, acordamos sempre antes do despertador, mas num dia que temos que chegar cedo temos necessidade de dormir mais um pouco.

Planeamos uma viagem com que sonhámos muito, mas quando chega perto da data, apetece-nos fazer outra coisa.

Passamos uma vida a planear, a prever, a guardar para uma ocasião melhor ou para quando seja preciso.

E muitas vezes esquecemos do mais importante: ouvir o nosso coração e fazer de imediato!

Quando nos apetece algo repentinamente, temos mais probabilidade de abrimos a lista das coisas que nos impedem de fazer, do que simplesmente fazer.

Jogamos muitas vezes num jogo dos nossos desejos e as expectativas de outros em relação à nossa presença. E qual o balanço?

Porque cancelar a nossa essência, os nossos desejos? Porque por em standby a nossa energia, a nossa vontade?

Vivemos muitas vezes em batalha. Se fazemos hoje, temos as expectativas de outros em contra relógio, na meta de amanhã.

Vivemos numa balança entre nós e os que estão connosco.

E qual o balanço?

Socialmente criámos uma série de regras e normas que nos impedem de ser pessoas. e passamos a ser grupos ou famílias, ou seres com responsabilidade de hora marcada, E toda a ação tem de estar em consonância com a vontade e as normas do grupo comum.

Mas quanto é possível cumprir os desejos e sonhos se não pudermos ter um eu com voz? Um que sinta o apetecer e de imediato responda com o fazer.

A racionalidade do ser humano trouxe-lhe uma coisa espantosa: a criação. Mas também uma terrível: a castração do ser natural, do ser que ouve o bater do coração... e faz!

Como é recompensador dançar ao ritmo da nossa paixão. Daquela que é mais natural, a sentida dentro do peito, a sentida no eco da nossa alegria.
Aquela que nos move sem pensamentos de prós e contras, mas que de tão pura é tão boa. aquela que nos faz verdadeiramente um ser e que contagia em vez de impor, o outro.

Precisamos mais de dançar ao som do coração!



Com amor,
Judite <3








quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

A gratidão e a felicidade andam de mãos dadas

Hoje é um dia especial!

Especial por a página do facebook relacionada a este blogue ter ultrapassado os 500 like's, mas acima de tudo por tudo o que aconteceu neste caminho, desde o dia 1 de Janeiro.

Sinto-me grata pelas palavras de incentivo!

Sinto-me grata por cada mensagem que recebo de sugestões!

Sinto-me grata por saber que as pessoas realmente me lêem!

Sinto-me grata por estar a proporcionar momentos na vida de outras pessoas!

Sinto-me grata pelo meu próprio caminho!

E de cada vez que penso em cada uma das coisas, estas e uma imensidão de outras, alarga-se o maior dos sorrisos e sinto o coração cheio.

Em toda esta gratidão não podia por de lado as pessoas fantásticas da minha vida.
As que estão e as que tem cruzado deixando algo que me constrói. Espero que lhes esteja a retribuir com a imensidão de coisas boas com que me tem deixado.

Para mim, isto tem um nome. E esta sensação de sossego da alma em coração quente, chama-se Felicidade!


Obrigada por estarem aqui!

Com amor,
Judite <3

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Deixa a flor no jardim

"Se amas uma flor, não a colhas. Porque se colheres ela morre e deixa de ser o que amas. Então, se amas a flor, deixa-a estar. O amor não está na posse. O amor está na apreciação." 
OSHO

Muitas vezes, quando amamos alguma coisa teimamos em levá-la connosco. Guardar num sitio bem resguardado de desejo alheio, e conservar eternamente uma imagem que nos reteve.


Muitas vezes aguardamos o retorno que cobramos. Não damos só por dar. Não nos dispomos a receber o que nos querem ou podem dar. Exigimos respostas que não podem existir.


Quando colhemos uma flor do jardim quebramos as suas raízes. E se não há raízes, como podemos exigir que seja igual quando no seu meio natural?


Exigimos constantemente que a flor seja vistosa, continue a irradiar cor, aroma. Mas queremos aquela cor, aquele aroma que sentimos no exacto momento que a colhemos. 


Queremos apenas aquilo. É ignorada a cor que a flor tem com o luar, nos dias de chuva ou com o sol radioso. Apenas existe aquele momento. E aquele momento torna-se uma inteira realidade. 


E a flor deixa de ser interessante. A jarra onde passa a habitar não a completa, não lhe dá substrato e sobrevivência. E a flor deixa de radiar qualquer beleza, e encaminha-se para outro estado. Uma flor seca talvez, guardada entre duas páginas de um livro.


Quando encontrares uma flor que te cative, cuida dela sem a colheres. 

Talvez até a possas levar contigo. Mas transplanta-a para um vaso. 

Não desejes flores em jarras!



Com amor,
Judite <3




segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

O percurso dos sonhos

Todos nascemos sonhadores.

Seja qual o conceito e dimensão, sonhos são algo que acontece.

Esperamos sempre que algo de maior que o hoje esteja presente no amanhã. E isso é o primeiro comando para os nossos projetos, ambições, desejos, mas principalmente aquilo que nos determina e nos pode mover.

Mas porque uns cumprem os sonhos e outros veem os seus sonhos ficar guardados numa gaveta, cada vez mais profunda?

Para resposta chamo à cena desta peça, a intenção!

A intenção pode ser reflexão ou visão abstrata, mas intenção também pode ser energia, ação, concretização.

Tanto quanto pomos na nossa intenção se reflete na nossa concretização e de tudo o que precisamos fazer para que o caminho seja percorrido.

O sonho é um objetivo, um conseguir de algo que pretendemos amanhã. Mas o sonho também pode ser o caminho de outro sonho, e de outro até muitos mais. E tantos sonhos quanto os que conseguirmos sonhar, podem ser algo maior e honesto para o nosso propósito.

O sonho é um presente, que esperamos abrir e receber a retribuição pela nossa dedicação ao objetivo. O sonho é a meta do caminho trilhado. O sonho é o doce que encerra a refeição, e que deve ser saboreado.

Sonhar pode ser recompensador, e a recompensa pode ser tão grande quanto a nossa permissão. O castramento dos sonhos devolve um caminho menor, uma recompensa mais pequena.

Sejam audazes sem medo de sonhar grande! Mas sejam honestos quanto ao caminho que preparam para chegar às nuvens. Se trilharam um bom caminho, o sonho é porto seguro.



Com amor,
Judite <3

domingo, 17 de janeiro de 2016

Desafio 52 semanas - semana 3

Hoje foi dia de por em ação o desafio número 3. A terceira semana das 52 (podes ler mais sobre o desafio aqui).

A carta escolhida para esta semana, é a carta com a mesma numeração. O passeio sugerido leva-nos a visitar a cidade numa outra perspetiva da história: A da indústria. 

Como aconteceu nos 2 desafios anteriores, as cartas vão funcionar só como direcionamento. É um percurso conhecido para mim, por isso vou saltitar a minha atenção de alguns pontos. Mas se replicarem, vale a pena o passeio original!

Para este passeio levo uma convidada especial. Alguém de quem já falei no blogue, a minha irmã Ana.

Queremos aproveitar o passeio para um extra no final. Invertemos o percurso da ordem descrita na carta. E assim, pomo-nos a caminho do Largo de São Paulo até ao Lx Factory, em Alcântara.


Do largo seguimos em direção ao Mercado da Ribeira. A partir daqui andamos para oeste pela Rua D. Luis I. 

Logo no início do nosso passeio começamos a aprender a cidade das indústrias de ontem e dos negócios de hoje. 

Nesta arquitetura viajante, prédios de várias gerações intercalam-se. Lado a lado, frente a frente, temos o velho e o novo e o velho que se fez novo, numa comunhão desafiante. 

Por todo o lado se reconstrói e dá-se novas oportunidades. Esta já foi uma cidade em desuso. Já foi caída. Agora levanta-se em frenesim. Na paisagem emergem as imponentes gruas, edifícios tapados e andaimes. Mesmo assim, faz-se sentir a beleza de tudo o que rodeia. E as paredes fazem e contam história.


No largo de santos ainda não se fez sentir a reconstrução da cidade. Consta que será para breve. Por agora mantém-se este jardim, pacato durante as horas de luz, e agitado nas horas mais altas do dia.

A partir daqui o roteiro faz-se pela avenida 24 de Julho. Seria também um passeio interessante seguir pelo interior de Santos, mas ficará para outro dia.

Acompanhamos a estrada, a linha de comboio, e do lado de lá seguem corredores e ciclistas. As manhãs de Domingo são diferentes. Mais agitadas por pessoas do que por carros.

Está sol. Uma ótima manhã para nos perdermos em passeios. 

Alguns metros à frente, mira-se o caminho desde o primeiro patamar Miradouro da Rocha Conde de Óbidos. Daqui avistamos a avenida e os edifícios do porto a estenderem de vista para o rio. Vemos a ponte e as docas ao fundo. Sabemos que estamos a meio do caminho. Por aqui podíamos continuar até ao topo do miradouro e do seu jardim, às Janelas Verdes, ao Museu nacional de Arte Antiga. Locais muito interessantes para visitar.



Mas hoje o destino é outro. Atravessando a avenida para o lado de lá da linha de comboio, aproximamos do porto. Daqui até Alcântara temos a companhia de barcos adormecidos no Tejo. E num espaço amplo, adultos e crianças divertem a manhã de Domingo com brincadeiras de 2 e 4 rodas. 

Bicicletas, patins, skate e outros divertimentos de pedais circulam junto ao rio. E enquanto uns brincam há quem beberique café sob os raios de sol de inverno.


O largo passeio termina nas Docas de Santo Amaro, vulgarmente conhecidas por “as Docas”. Também aqui se faz sentir o desporto matinal. As corridas continuam, mas os desportos náuticos também se pronunciam. Ao fundo, sob a ponte, o padel está em voga.

As esplanadas ainda dormem. Uma ou outra começa a despertar para refeições ao largo do Tejo e do baloiçar dos pequenos barcos aqui aportados.

O nosso destino fica do outro lado da avenida. Ainda existe rescaldo da época natalícia. A Feira Popular ali montada para fazer tradição alegra a paisagem e funde-se de colorido nas cores mais adormecidas que envolvem o espaço.


Alcântara tem edifícios muito bonitos, mas ainda não teve a intervenção de outras zonas da cidade. Aqui existem grandes promessas de arquitetura. Mas até lá, prevalece o cinzento e algumas cores pasteis desgastadas no tempo.

Toda a confusão que por aqui se faz sentir é parte do encanto. E prova disso é a antiga fábrica, que agora alberga comércio, restauração e criatividade. Aqui cintila energia.

Ao passarmos por baixo das letras luminosas da entrada, agora desligadas pelo cedo do dia, acedemos a outra Lisboa. Uma em que tudo não só parece, como é diferente. 

Entre pessoas fantásticas, saboreiam-se pratos e respiram-se ideias. Lê-se devagar e o vintage é verdadeira moda, na casa e nos acessórios. 

Aqui partilham-se espaços de trabalho e fazem-se parcerias. 

Um lugar mágico para quem procura inspiração para novos projetos. 

Um lugar descontraído para longas conversas entre doces, salgados ou bebidas quentes.

Um lugar onde o campo vem á cidade com frequência. E onde nos mercadinhos temáticos de Domingo se encontram coisas novas.

Hoje, depois da habitual paragem no Café da Fábrica, vagueamos no Lx Rural.

Um mercado de aromas e cores. Onde encontramos ingredientes diferentes, cosias novas para levar para casa, outras que já conhecidas chegam até nós com um sabor da terra.

Enchemos os sacos de doces, pães caseiros e legumes variados. 

Apressamos o passo até ao Largo do Calvário, para ir fazer o percurso de regresso de elétrico. Voltamos para casa alegres e cheias de apetite!


Os Domingos por aqui tem um encanto. Mas os outros dias também! Não deixem de visitar!

Com amor,
Judite <3




sábado, 16 de janeiro de 2016

Mantra da Felicidade

Hoje não trago lugares ou debates das filosofias. Hoje trago um mantra que escrevo com um sorriso nos lábios:

Que a felicidade seja rotina,

Que a felicidade seja caminho e em vez de destino,

Que a felicidade seja aqui e agora,

Que a felicidade surja de dentro de nós,

Que a felicidade seja simples mas completa,

Que a felicidade esteja nas cores, nos sabores e aromas,

Que a felicidade seja um sorriso no olhar,

Que a felicidade seja partilha,

Que a felicidade faça arrepiar de alegria,

Que a felicidade seja um coração com liberdade de amar!

Porque a felicidade é estar em nós!



Com amor,
Judite <3

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

A essência do querer

Por vezes questiono-me o que é mais forte: se o querer se o deixar ser.

A verdade é que muitas vezes queremos coisas com tanto empenho, e simplesmente elas não acontecem. Porque não dependem de nós. Porque existe um segundo ou terceiro elemento que não está disposto a participar.

Que pelo menos não acontecem enquanto pensamos nelas. .

Mas também é verdade que há cosias que parece que caiem nas nossas visas, vindas dos lugares menos esperados.

Diz a ciência da concretização, que devemos ter sempre em mente o nosso vision board. E que este simplesmente transforma o querer e o crer em poder. 

Mas também é verdade que existem certas teorias da conspiração. E que essas nos forçam a uma submissa omissão da nossa essência. 

Parto neste inicio de fim-de-semana com a questão: quanto é importante o nosso querer anunciado para a concretização e para a energização de todas as consequências?



Com amor, 
Judite <3

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Tão simples e tão complicado!

Viver pode ficar muito complicado. Não digo complicado de difícil. Penso em complicado como um novelo emaranhado.

Por vezes parece que pegamos numa meada*, de uma cor linda, textura macia, com grande potencial. E tentamos fazer um novelo. Mas esse novelo fica com fios entrelaçados e cheios de nós. E no final o novelo que imaginámos não é igual ao que temos.

Se formos tricotadeiros treinados, a probabilidade disso acontecer é muito reduzida. Dominamos os fios e como os devemos manobrar.

Mas antes disso, sabemos exatamente que fios comprar. É o primeiro passo para a peça fabulosa que queremos tricotar.

Acontece que antes da mestria há o treino. E é aqui que tudo se pode complica.

Tudo vai depender de nós. De conhecer o método, a forma de melhorarmos as nossas capacidades de tricotar e de escolher a peça que queremos produzir.

Mas quanto pacientes somos nós para tricotar? Quanto somos persistentes em dominar a técnica e conseguir terminar a peça? Quanto somos humildes para reconhecer qual a melhor peça para cada momento?

Quando não dominamos a arte, podemos usá-la incorretamente. A incorreção leva-nos a produzir peças que não correspondem às nossas expectativas. Quanto maior for a peça maior a complicação.

Por vezes orgulhamo-nos de uma certa persistência. De sermos quem não desiste.
E como não somos fracos nem desistentes, está fora de opção desmanchar uma ou outra linha do nosso tricot que correu menos bem. Queremos é despachar a peça.

E com tanto empenho em terminar a arte, descuidamos da qualidade e do prazer da produção da peça.

A verdadeira arte é o que pomos de nós na peça. E não faz mal chegarmos ao fim e acharmos que não está bem ou que já não nos é útil!

Quando prezamos na nossa sinceridade, aquela que pode ser mais emaranhada: a para nós próprios, podemos desmanchar tudo de novo num novelo. Pronto para uma nova peça! 

E a próxima vai ser sempre melhor!



Com amor,
Judite <3



* Muitas lãs são vendidas em meada. A meada é construída como se fosse uma rosca, que depois se entrança em si mesma. A/o tricotadeira/o desmancha a meada e prepara os fios no novelo redondo, conforme as conjugações que pretende fazer. A partir deste novelo produz as peças de lã.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

O que é impossível?

Impossível! Uma palavra que se repete muito, e que significa tanto, ou tão pouco.

De par em par se ouve um impossível fazer, um impossível acontecer, um isso é impossível!

Mas questiono: Existem verdadeiros impossíveis?

Diz a teoria que só não conseguimos apreender aquilo que o nosso cérebro não visualiza ou concretiza.

Assim, faz-me parecer que a impossibilidade tem só um significado. Tudo é possível!

O possível está onde queremos ir, basta traçar o caminho! Basta pegar na caneta e papel da vida, para fazer acontecer!



Com amor,
Judite <3

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

A essência da Mudança!

Muitas vezes não são as coisas que mudam, somos nós que não somos a melhor escolha para nós próprios. Desviamos as nossas atenções, construímos alter egos, persistimos em objectivos que não nossos. Tentamos viver num colectivo que não nos trás felicidade.

E depois? Que permissões ganhamos para usar e abusar daquilo que é nosso por direito: a nossa essência?

A maior parte das vezes, nenhuma. Vamos afastando lentamente. Por vezes deixamos de reconhecer o caminho certo. Qual doping na competição.

Muitas vezes não são as coisas que mudam, somos nós que deixamos de seguir a nossa identidade e deixamos fundir com tudo o que nos rodeia, desvanecendo como a cor de uma aguarela.

E para onde ir? Para a verdade!

Precisamos de ser verdadeiros por completo. Só assim seremos a nossa melhor versão!

E a partir daqui... As coisas podem mudar. E também nós próprios!


Com amor,
Judite <3



segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Desafio 52 semanas - semana 1 e 2 - Parte II

Lembram-se onde ficámos ontem? (se te faltou oportunidade, lê a primeira parte do post aqui)

Ontem conclui o meu relato do desafio 1 no mesmo local onde será iniciado no desafio 2.


A partir do Príncipe Real, a carta nº 7 vai levar-nos deste jardim até ao miradouro de Santa Catarina, percorrendo a Rua do Século.


Ponho-me a caminho e começo a descer a rua. Nesta rua aconteceu história e ainda se formam histórias.


Quando descemos a rua encontramos nas suas transversais becos e ruas de encanto. Vestígios do tempo. Vestígios de sossego e em alguns casos de abandono. Mas também vestígios de uma nova vida.


Foi nesta rua que nasceu o famoso Marquês. O de Pombal. Enquanto me abrigo da chuva na ombreira de uma porta, avisto o edifício onde consta a história e a placa que a conta. 


Inspira-se arte. Não é por acaso. 


Num edifício com uma fachada emblemática, que nos faz parar e pairar, concentra-se um espaço dedicado à dança. Aqui fica o Conservatório Nacional.


Assim que me é permitido continuar, vou apreciando os edifícios. Existem alguns de tom amarelo. De um amarelo pouco vulgar. E a cor ilumina a rua. E a História também.


Esta rua tem o nome de um Jornal emblemático. Foi nela que o jornal “O Século” esteve em atividade durante 100 anos. Quantas histórias passaram por aqui!



Continuando a descer e com atenção aos edifícios em redor, vai-se encontrando pequenas surpresas. Esta rua termina na Calçada do Combro, mais apressada e concorrida.


Nesta rua que inclina em descida para São Bento e em subida para o Largo de Camões, passa para cima e para baixo o elétrico 28. A partir daqui pode-se partir em outras aventuras pela cidade. E vale o passeio.


Mas o objetivo é continuar a pé. Entre ruas, ruelas e escadarias, continuo a encontrar o encanto da cidade. Se para trás ficou a azáfama da calçada. Regressa-se ao silêncio. 


Ouve-se o eco das gaivotas. Estamos a aproximar do destino final. Avista-se ao longe o rio.

O miradouro está solitário. O tempo de chuva e o vento afastaram os visitantes. O quiosque e a esplanada estão fechados. Reflexo do Inverno, agora rigoroso. Na primavera tudo isto voltará à vida. 

Agora apreciamos na companhia do adamastor, a vista sobre o rio. Ao longe vê-se o Cristo (Rei) de braços abertos, e a ponte com o seu rubor entre o enublado. Hoje não há barcos a brincarem no rio e a água teve o seu azul substituído por uma cor que lembra cimento.



Quase que sou levada pelo vento. Mas cheguei. Missão cumprida!

Agora anseio pela próxima aventura! E deixo esta questão… quem quer vir comigo?

Com amor,
Judite <3



domingo, 10 de janeiro de 2016

Desafio 52 semanas - semana 1 e 2 - Parte I

Há 3 dias postei aqui no blogue um desafio que lancei a mim mesma, para cumprir em 52 semanas (vê aqui o post). Hoje iniciei o desafio!
Como quando surgiu esta aventura já estávamos em cima do final do prazo do primeiro desafio, hoje cumpri dois desafios, ficando assim com a primeira e a segunda semana já concretizadas!

Apesar do clima adverso que abordou a cidade, sai à rua com duas cartas do baralho Lisboa a pé. Levei a carta nº 6 – “A Sétima Colina” e a nº 7 – “A Rua Formosa”. Como ambas as aventuras começavam no mesmo local, fiz o passeio da primeira carta em ordem inversa. Mas recomendo que ao comprarem o vosso baralho, que a façam da forma original. Vai ter muito mais valor.


A primeira aventura começava no Cais Sodré. Mas pelo caos instalado devido às obras de recuperação daquela zona, comecei um pouco ao lado, no jardim entre a Ribeira das Naus e o Cais.



Vou confessar-vos que por momentos pensei que não ia conseguir ter imagens deste passeio. A chuva e o vento forte estavam a impedir uma série de passos. Por momento até pensei que voava! Felizmente estão neste momento a ler este post, o que significa a minha sobrevivência e, claro, missão cumprida.

Depois de um chá e da chuva dar lugar a um sol envergonhado, mas agradável, iniciei a subida da Rua do Alecrim, que liga o Cais do Sodré ao largo de Camões.



Pelo caminho parei para apreciar da réplica em bronze da estátua “Eça de Queirós e sua musa”. Fiquei surpreendida. Tantas são as vezes que subo e desço aquela rua e nunca tinha parado para a apreciar!


A subida para o Largo de Camões encanta-me. Se no passeio original podem ter uma linda paisagem do rio. Na subida vão de encontro aos românticos elétricos. E quanto mais se aproximam, mais perto estão do som dos carris e do toque tilintante da sua buzina.

Este largo, separado do Chiado pela rua acabada de subir, é circundado por edifícios interessantes e agora bem cuidados. Nos últimos anos tem existido um grande investimento na cidade. Quer por cuidado público, quer privado, a cidade está cada vez mais bela!


Continuando a subida entre o comércio, fachadas e olhares sobre as transversais do Bairro Alto. Chegamos ao Largo Trindade Coelho, vulgarmente dito o largo da Misericórdia. Aqui encontra-se o imponente edifício que dá lugar ao nome.

Não parei. Mas recomendo que o façam. Até podem explorar um pouco nas ruelas circundantes.


O meu objetivo é chegar ao Príncipe Real, por isso continuo a subida.


Passo pelas escadarias do Elevador da Glória, que em pleno funcionamento leva uma carga adicional – a chamada arte de rua. Entre rabiscos e cores que em nada combinam com o seu amarelo original, o elevador espera os seus clientes.

Quando preciso descer deste ponto até à baixa, costumo utilizar o elevador. É um passeio calmo e bonito, num percurso rápido. Por isso recomendo que ao usarem, não o façam com tarifa de bordo. Comprem a vossa viagem num cartão recarregável num quiosque ou no metro.


Paro uns metros mais à frente, mesmo no início do miradouro São Pedro de Alcântara. E aprecio o Castelo, o monumento e o bairro, do outro lado da avenida, noutra colina.


Esta cidade é linda. E vista daqui é encantadora. 


Os horários em que mais gosto de vir aqui são de manhã cedo, enquanto a cidade ainda está adormecida. Ou pela hora do jantar, com a cidade iluminada e uma caixa de comida “para levar” e apreciar nesta varanda sobre a cidade. Existe um restaurante de sushi razoável mesmo ao lado do miradouro, se quiserem uma sugestão onde comprar comida para repetir esta experiência.



Outra alternativa é comer qualquer coisa no quiosque do lado norte do miradouro. Também agradável.


Depois de me demorar a apreciar a cidade, continuo a subir até ao destino final.

Entre bares, restaurantes e lojas de vestuário de design, lá chego ao meu destino. A arquitetura que nos acompanha é fantástica e vou a maior parte das vezes de pescoço inclinado para apreciá-la em direção ao céu.

Ao chegar ao Príncipe Real uma mancha verde preenche-nos o olhar. 

Este jardim é sempre muito animado, seja qual a hora e o dia da semana. Hoje está um pouco mais deserto. A cidade está ausente. A meteorologia tem o seu contributo.

Neste jardim pode-se descansar nos inúmeros bancos que se espalham pelas várias zonas. Encontramos muitas pessoas a ler os seus livros, ou apenas a aproveitar a enorme sombra da árvore centenária que protege os dias de sol.

Pode-se conviver no sabor de um café, num dos 3 quiosques que se distribuem na sua dimensão. Ao final do dia, depois dos horários correntes de expediente, é muito comum encontrar grupos a descontrair de um dia de trabalho.

Pode-se fazer um piquenique na relva ou nas mesas do espaço de merendas. Nos dias quentes, alguns trabalhadores que estão nesta zona, pegam nas suas lancheiras e vão fazer um almoço ao ar livre.

Pode-se brincar com as crianças. O jardim tem um parque infantil onde as famílias se divertem, e é uma alegria lá passar aos fins-de-semana.

Pode-se fazer compras. Todos os sábados de manhã, está montado o mercado biológico. Aqui encontra-se legumes e frutas muito saborosas, mas também se encontram outras coisas interessantes. Numa outra parte do jardim é habitual haver uma feira que varia entre o artesanato, os artigos de segunda mão e o gourmet, conforme a ocasião.


Esta zona tem tido um acréscimo de uma dinâmica muito saborosa. Se o jardim é animado, o espaço circundante não lhe fica atrás. 


Na rua da escola politécnica temos comida, compras e um museu fantástico para visitar, o Museu da História Natural e da Ciência e o seu Jardim Botânico, são uma boa aposta cultural.

E se as Concept Stores estão na moda. Mesmo em frente ao jardim está a minha preferida.

Entrar na embaixada faz-nos recuar para outros tempos. Mas mais do que isso, preenche-nos a alma com a romântica beleza da sua arquitetura. Visitem, nem que seja só para espreitar.



Continua a chover na rua. O primeiro desafio está concluído. A partir daqui ponho-me a caminho para o segundo.

Mas essa história vai ficar para amanhã!



Por razões de “massariquice” alguns clipes não funcionam corretamente. Também estou em fase preparatória de domínio do lugar onde está a câmara... é normal o meu olhar longínquo!



Com amor,
Judite <3



sábado, 9 de janeiro de 2016

O motor da Coragem


Coragem!
O que é ser corajoso?

Muito se pode falar sobre esta palavra que  também é tema de muitas conversas, dissertações e canções...

Mas o que realmente significa?

Se formos procurar no dicionário encontramos coisas como bravura, confiança, uma força espiritual para ultrapassar uma circunstância difícil, perseverança, capacidade de enfrentar algo moralmente árduo, hombridade, determinação...

Mas esta palavra limita-se a este estado de perseverança, ou é muito mais do que isso?

Para mim coragem não é fazer um salto de  bungee jumping se eu gostar de adrenalina, nem enfrentar o vilão se for boa praticante numas quantas marcialidades.

Para mim coragem vem do coração!

É enfrentar os nosso medos,
É por-se à prova os passos para cumprir objetivos,
É tomar as rédeas, dar o passo em frente,
É assumir que se esteve ou se fez,
É estar consciente e assumir consequências,
É ser louco mas também é ser são,
É fazer e enfrentar os nãos,
É partir a louça toda,
É atirar a toalha ao chão,
É escalar a montanha sem rede de suporte,
É mergulhar até ao fundo de si,
É o simples dizer não... mas também é o sim dos desafios!

Quando penso em coragem penso em ruptura mas também em continuidade. Para mim coragem faz-me transportar para a imagem do seguir em frente, no concretizar mesmo contra todas as vontades adversas, no escutar a minha própria música.

Quando penso em coragem, penso em pessoas, em assumir a diferença e continuar entre elas.

Quando penso em coragem, penso em energia, em persistir nos sonhos e na ação de os concretizar.

Ter coragem é ter poder. O poder de nós próprios. O poder do comando da nossa própria vida. Sem filtros e floreados.

Ter coragem é sermos nós em toda a nossa essência!

E se o meu conceito de coragem me faz sentido assim... realizo-o.
Persigam o vosso, e se assim estiverem bem, sejam a melhor versão do vosso eu corajoso!





Com amor,
Judite <3

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Qual é o teu propósito?

Hoje não vou dissertar sobre alguma coisa, mas também não vou falar sobre nada.

Quero apenas deixar no ar uma reflexão! Uma que pode significar tudo...

Já pensaste sobre o teu propósito de vida, aquilo pelo qual estás aqui para concretizar?

Se não o tens esclarecido, desafio-te a começar a puxar a ponta do fio!

Se já pensaste sobre isso, desafio-te a desenrolares o novelo todo!

Vai ser de certo um caminho divertido!

Com amor,
Judite <3






quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Um desafio de 52 semanas!

Durante esta semana tenho acompanhado nas redes sociais o desafio das 52 semanas.

Já lês-te sobre esse desafio? Aquele em que pomos o valor em euros correspondente ao número da semana em que estamos?

Achei uma fantástica ideia! Como eu já costumo fazer um mealheiro, sempre que dá, decidi encontrar outro desafio para mim para este ano de 2016.

É um desafio muito simpático, porque vou adorar por em prática. E no final estarei realmente mais rica, cheia de novos aventuras e conhecimento.

Gostava de contar convosco para acompanharem a minha partilha, cada vez que cumprir 1 dos 52 desafios! E de vos inspirar para repetir alguns.

O meu desafio lúdico, irá envolver duas coisas que adoro fazer: passear a pé e passear por Lisboa!

Vou dar uso ao meu baralho de cartas Lisbon Walker, guardado na prateleira desde há quase dois anos, e vou cumprir os 52 + 2 desafios em 2016!

O baralho tem 52 cartas, uma cada semana. E ainda 2 jockers, para jogar em momentos especiais ou num tempo extra, como nuns dias de férias ou fim-de-semana prolongado.

As regras do jogo são fáceis!

Em cada uma destas cartas está um desafio para um roteiro a pé (alguns podem ser feitos em versão bicicleta), sobre um circuito em Lisboa. Estes circuitos que vão desde a confusão da cidade, os bairros típicos ou até no fantástico Parque de Monsanto.

Os desafios estão muito bem preparados para que o utilizador possa conhecer alguns lugares sobre a cidade, alguns que por vezes nos passam despercebidos, outros que desconhecemos por inteiro. E no verso temos o mapa que ajuda a sintetizar e visualizar o caminho a ser concluído.

É um jogo super divertido que pode fazer sozinho, com um caderno de desenho ou uma máquina fotográfica, a dois, com crianças ou com um grupo enorme de amigos!

Claro que com estes passeios vão surgir posts cheios de novidades sobre esta cidade romântica e misteriosa. Estejam atentos!

Bons passeios!

Com amor,
Judite <3



quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

O que não queremos… Inveja!

No outro dia dissertei sobre Gratidão, e nessa digressão falei do meu mantra pessoal.

Hoje vou falar sobre uma parte do meu mantra.

Todos os dias, entre a 3ª ou 4ª coisa que faço depois de acordar, é dedicar 2 ou 3 minutos para o meu mantra.

Concentro-me nos meus objetivos, nos pequenos e nos grandes, nos do dia e nos do longo prazo. Visualizo. Sorrio. E repito para mim algumas palavras de ordem do coração para a mente.

Uma das coisas que mais me impressiona com emoções nada positivas, é a desconcentração que muitas vezes as pessoas têm na sua própria vida. O foco que dedicam à vida do outro: do familiar que vive de forma diferente, do vizinho, do dono do café onde vai todos os dias, do ator da novela que vê depois do jantar, enfim… do mundo.

Houve tempos em que não exteriorizava as minhas intenções, os meus objetivos, os meus sonhos, simplesmente com receio das consequências dos atos dos outros sobre mim, sob a manifestação deste sentimento: Inveja.

Hoje, continuo a ter esta repulsa pela existência desta desconecção, mas lido com ela de outra forma.

Não posso deixar de partilhar com o mundo aquilo que o meu coração diz para fazer. Não posso deixar de afirmar o meu Vision Board, com medo do que a intenção dos outros possa interferir.

Com esta dualidade e porque o meu coração e a minha mente tem de estar em harmonia, passei a incorporar no meu mantra diário um pedido de intenção sobre a inveja: que os outros não a tenham de mim, e que eu não tenha de ninguém!

É tão mais fácil ser EU sem receios, que esta intenção me dá uma força e energia imparáveis, por isso partilho isto convosco, não para que tenham inveja… mas para que possam também partilhar boas intenções.

Com amor,
Judite <3




terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Um momento de agradecimento... :)

Hoje, em substituição de outras coisas que quero partilhar convosco, vou falar um pouco sobre este novo blogue e a respectiva página do Facebook.

Vou fazê-lo por duas razões muito especiais:

Porque acho que é importante que os seguidores dos antigos blogues e das suas páginas de redes sociais percebam o que aconteceu e o que podem esperar deste novo projeto

Porque gosto de partilhar. Estando alguém por aí que tenha um processo idêntico, espero poder ajudar.

Não quero ser muito maçadora para os restantes seguidores, que agora embarcaram nesta página. Também para vocês dedico esta partilha.

Quando decidi avançar com este projeto, a decisão de terminar com os blogues anteriores e construir um novo de raiz onde concentraria aquilo sobre o que escrevo e partilho, foi óbvia para mim. No entanto tive de pensar muito quanto ao tema Facebook. Quando comecei a conversão e fusão das várias páginas nesta rede social, ponderei muito sobre se o haveria de fazer, ou seguir a mesma lógica do blogue e iniciar uma página nova. 

No foco da minha atenção estavam vocês!

Pensei sobre como seria estranho, um seguidor de uma página de viagens começar a ler sobre promoções de outras áreas ou o meu encanto por alfarrabistas. 

Ou ainda, como alguém muito da razão e utilizador predominante das inteligências do lado esquerdo, poderia achar estranho receber no seu mural as minhas defesas sobre a utilização do lado oposto do cérebro, sobre emoções e artes.

Fiz várias rascunhos sobre a opção certa (foram vários!)

Cheguei à conclusão que também não seria bom ter as páginas inativas, sem qualquer atualização, a vaguear no tempo sem fim da existência desta rede. 
Pus a empatia com o leitor em prática e pensei que se eu gostasse de seguir os posts de alguém sobre um determinado tema, que não o deixaria de fazer só porque teria tantas outras opções, qual roleta russa de posts. 

Duas semanas antes do lançamento do juditeresende.com cheguei ao momento critico. Tinha apenas três opções: reutilizar, eliminar ou deixar perdido. E decidi!

Depois de fundir as páginas absorvi que fiz a opção certa, descobri que muitos dos seguidores se repetiam nas páginas e que, apesar dos que retiram o seu Like, foi uma decisão positiva.

Antes destas decisões de última hora, quando comecei a trabalhar na prática sobre este projeto, estive muito tempo em brainstormings. Uma das muitas questões foi a escolha do nome. Se nos outros blogues, os nomes eram floreados e pensados para retratar o tema, neste que teria a minha assinatura assumida queria a minha marca pessoal. 

Se o nome escolhido é fácil e óbvio, na verdade tive algumas incertezas na escolha, principalmente em dois pontos:

O choque brutal de ter o domínio com o meu nome. Sim, porque se digitarem lá em cima na barra juditeresende.com vão mesmo ter ao blogue! Mas depois de um tal friozinho no estômago, acabei por enfrentar qualquer ansiedade e usar o domínio já registado há meses!

E de seguida o maior receio: o da mudança dos nomes nas páginas do FB. Para poder preparar a burocrática fusão das páginas (que entre uniformizações e concretizações demoram dias), tive de avançar com a alteração antes do lançamento do blogue. Receei porque o fiz sem anunciar qualquer mudança. Receei o risco. Era mesmo um risco! Mas um que tinha de correr, mesmo com a possibilidade da perda por confusão dos meus seguidores, sem fazer qualquer apresentação do novo projeto.

No balanço final, e neste momento, considero ter feito as opções certas. O que fiz neste processo, fiz a pensar não só nos meus objetivos, mas em todos os que estariam envolvidos. Acho que isso é o mais importante quando queremos chegar a alguém… Empatia! E tudo correrá bem!

Aos seguidores que ficaram e aos novos quero agradecer por estarem aqui comigo. Aos que foram embora, espero um dia (re)conquistar-vos!

Com amor,
Judite <3