sábado, 31 de dezembro de 2016

O renascer das Fénix

Sempre que um novo ano se aproxima, aproximam-se também os esforços para desejar um novo destino, logo após os primeiros segundos da mudança do calendário.
Num conforto desmedido em que se centra toda e muita atenção, somam-se coisas em jeito de balanço dos 365 dias anteriores.

Cada vez mais vejo este dia, o 31 de Dezembro, como a natureza das coisas. O catalisador das mentes. O momento de pausa e recomeço.
Como se um folgo de ar num aquário que em justa medida não permite mais água.

Ainda bem que o é. Que algum dia o seja!

Comecei esta minha reflexão em ironia. É verdade!
Queria toda a tua atenção, para que agora possa questionar-te: O que queres fazer diferente em 2017?

Aguardamos um novo ano, para nos trazer coisas novas. Coisas novas que nós próprios traremos ao novo ano.
E sabemos realmente o quê?

Vale a pena parar e pensar. E se ainda não o fizeste a poucas horas da viragem, mantém a tua energia para festejar a gratidão de tudo o que alcançaste em 2016! O ano começa amanhã, por isso, amanhã ainda vais a tempo de o fazer!
Que não seja a força das 12 passas, que talvez nem gostes, a delinear os objectivos vagos entre goles apressados.
Senta-te sob os raios de sol, com a harmonia do vento e a energia do ser e compromete-te com 12 meses que estão para vir!

A minha mensagem manteve-se no mesmo tom? É verdade!
Queria toda a tua atenção, para que realmente saibas o que vais fazer nos próximos 365 dias, mas principalmente, além dessa fronteira!

Quem queres ser?
Sim... quem queres ser quando no balanço da tua vida?

Planeia as tuas metas com o coração.
Planeia com um rumo, aquele que te leva ao melhor de ti! Vai além do que desejas nas 8 760 horas que aí vem.
Pensa no depois.
E depois disso, então, desenha o caminho da aventura da vida que vais viver nos próximos 525 600 minutos.

Tragas loucura ou sabedoria, olha para ti e encontra os teus sonhos! E porque todos os segundos contam, que sejam 31 536 000 fantásticos de ti!

Com amor,
Judite <3





terça-feira, 11 de outubro de 2016

Todos (mas mesmo todos) os dias contam!

Hoje estava a deambular no livro mais concorrido dos nossos dias, quando encontrei numa partilha de alguém uma imagem que me fez parar, fitar-me a mim mesma em pensamento e depois (de sorrir) decidir partilhar convosco.

A imagem é de uma simplicidade que as linhas já nossas conhecidas de há muito, nos permitem reconhecer de imediato. E claro, nos fazem valer a pena parar só para a curiosidade corriqueira.
Mas a mensagem, essa sim.

Quão poderosa pode ser?

O que mais me envolveu no poder da mensagem, é a percepção do quanto adiamos coisas na nossa vida.

Quantas vezes não fizemos uma viagem, porque não era o momento certo.
Quantas vezes adiámos uma mudança, porque precisamos que algo que nem bem sabemos se irá haver ou ter lugar, aconteça primeiro.
Quantas vezes adiámos começos e fins de relações, experiências, momentos, só porque... não era o momento certo.

E na verdade, esse momento certo poderá nunca chegar.

Quantas pessoas terminam as suas vidas, com o chavão: "se soubesse o que sei hoje..." mas não era o momento certo!

Simplesmente, porque todos os momentos são certos! E nós só nos somos pelos momentos certos que sabemos criar ou adiar.
Vamos resultando aqui e ali. Vamos semeando a medo. E vamos colhendo o que o sonho não sonhou, ao invés de abundantes plantações de querer e conseguir.

A mim, o que mais me faz feliz em cada dia é ter criado cada oportunidade de fazer uma coisa diferente, de ter experimentado um sabor diferente, de ter falado com alguém novo.
Ou ter voltado para trás no caminho em que seguia, apressada, para ajudar a senhora que aqui anda há mais tempo neste mundo, só para a ajudar a recolher o que deixou escapar das suas mãos trémulas.
Receber em troca um sorriso, emoldurado pelas aspas da vida, pelos tormentos dos momentos conseguidos e outros tantos adiados. Mas... como poderia não o fazer?

Cada pequeno desvio que nos permitimos fazer na ajuda ao outro, no caminho que fazemos diferente quando vamos para o trabalho, no frasco que pegámos do produto errado na prateleira do supermercado, mas mesmo assim levamos para casa.
Pode ser um problema, mas pode ser uma grande oportunidade para o primeiro passo em que passou a ser o momento certo de fazer diferente!

Simplesmente porque: "E se não houver amanhã? Foste feliz hoje?"


Com amor,
Judite <3

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Quando fazes ON na tua vida!

O último fim-de-semana foi muito especial.
Especial porque fiz off da cidade e on num lugar onde o tempo para.
Especial porque me recentrei.
Especial porque me superei,
Mas mais especial ainda porque conheci algumas pessoas e aprofundei o conhecimento de outras, que vieram alojar o meu coração.
Por ser tão especial, sinto um querer de partilha. O de partilhar convosco que me lêem o resumo destas 48 horas.

Após meses sem me afastar da azáfama da cidade e logo após partilhar uma sessão de riso com um grupo sénior, participantes que me deixam sempre alegria no coração, fiz-me à estrada numa intensa reflexão de mim para mim sobre os projectos que pairam na minha mente.



 Foi uma viagem em que segui sozinha de corpo, mas acompanhada de espírito. Fui relembrando os lugares, os aromas, os rituais, e até os lugares onde a rádio não tem mais que a estação local.
Entre cantorias e pensamentos cheguei àquela aldeia, que em tantos anos ali tão perto, ainda não conhecia.
Segui num caminho de decisões mas também de reciclagem e compostagem daquilo que já não me faz falta. Deixei espaço aberto para novas coisas que ansiava trazer no regresso.
A viagem foi uma preparação para as 48 horas que se iriam seguir. E revelou-se um bom prognóstico.

Mas claro que nas coisas técnicas da condução não seria eu sem umas buzinadelas, umas guinadas distraídas e claro... perder-me no caminho mesmo à chegada!

Após voltar à rota, encontrei o escuro da planície a placa que me levava até ao ONLIFE - Festival do Ser (by RedeSer), e caminho dentro cheguei ao Monte dos Vicentes onde já se advinhava a alegria de ser Humano.

Os participantes foram-se assomando à grande sala que nos iria acolher para as primeiras actividades.
Aqui aprofundou-se o conhecimento do outro e deram-se voz às partilhas das apresentações.
Aqui se viajou numa reflexão sobre os (nossos) ciclos de transformação pela voz melodiosa sob o castelhano da Laura Herrera González, seguido de um concerto participativo e meditação pelas Taças (Tibetanas) do Francisco Carvalhais.




A melodia fundiu-se com a paz da lua e senti-me ligada entre todos os elementos e a mim própria. Brincámos, meditámos. O céu acompanhou a essência.

No final da noite que se viu longa, ansiava-se também por uma continuação de noite bem dormida. E lá fui eu, pernoitar na fantástica e de uma mágica inesperada Casa de Terena. Aqui até os sonhos são mais tranquilos, na leveza no peito, na paz do tempo.

E logo na manhã se continuou em magia. Ali ao lado o imponente castelo que vigia a planície quieta, dourada, com os seus lagos de brilho prateado.
Parece que o mundo está sob os nossos pés.
Parece que o universo nos abraça com a imensidão do céu aqui tão perto.



Entre os muros que nos acolhem, somos guiados pelo Altino Pinheiro, na sua Meditação das Rosas. Os raios de sol, ainda frescos, que nos beijam enquanto damos espaço à pacificação da mente, à viagem dentro de nós. Ao encontro da essência.




Mas a reflexão da alma também pede o aconchego do estômago. só numa aldeia como esta podemos tomar o pequeno almoço em alegre conversa, com mesas postas na rua. Continuadas pela reflexão dos Castelos (os nossos) reflectidos e partilhados pelo César Fontes, que nos reúne em plateia circundante, alguns que se juntam sentados no chão, ocupando toda a via com a história a circundar-nos.


Segue-se o tempo, segue-se o caminho pela calçada. A visita às gentes. O tempo de conversa e convívio. O regresso ao monte, para viajar no tempo e na história dos sabores. Uma saudosa Sopa de Tomate, daquela bem alentejana, onde o tomate e as batatas se desfazem no nosso palato e onde a acidez se funde com o ovo escalfado sobre o pão que se derrete e nos transporta para o desejo de sesta.

E foi o que alguns fizeram a seguir.

Após um repouso merecido, conversas relaxadas, mas ainda de estômago forrado, partilho o que de melhor tenho para dar de mim: alegria, riso e amor no coração. Numa sessão de Riso que adorei liderar com um grupo fantástico.



Do riso seguimos para desafio e superação.
Inicia-se as primeiras horas da noite com um ritual de confiança, determinação e plenitude.
O meu coração primeiro acelerou. Hesitei. Absorvia todas as emoções à minha volta.
Mas depois de o apaziguar, coloquei todo o meu foco e determinação que me acompanha, no que sou, no que consigo, no que quero. Lancei-me sobre o tapete de brasas que senti qual tapete de algodão.
Após o caminho, uma paz inexplicável abriu-se no meu peito.
Aprofundou-se numa leveza nunca antes sentida.
Como se flutuasse.
Como ar substituísse todos os pesos que teimo em carregar.


Se antes o sabia, agora o confirmo mais uma vez. Como a nossa mente é forte.
Como somos capazes de conseguir, concretizar, construir e libertar.
Como podemos ser tão felizes em nós próprios.

E esta alegria partilha-se. E esta alegria estende-se à mesa. E esta alegria completa-nos o dia até à hora da meditação da lua nova.
Muitos sucumbiram ao dia intenso e adormeceram entre o céu estrelado, numa lua jovem e escondida.
Eu adormeci entre as coisas que vou deixar partir, as que vou conquistar e as lágrimas de contentamento.
Somos lembrados que são horas de recolher do céu, para as nossas camas. E seguimos sonolentos casa um para os seus caminhos. Cada qual com a expectativa dos dragões que nos esperam amanhã.

Quando chegamos numa manhã quente à Barragem de Lucifécit, a Catarina Outeiro espera-nos com os seus dragões e espera pelos nossos.
Foi uma primeira vez para mim. Foi fantástica esta troca do que queremos deixar com o que queremos levar.
No final da meditação, uma mensagem especial faz com lágrimas de contentamento rebolem pela face. Como é bom ouvir os a mensagem que os dragões me deixam e que anuncia a concretização do que tanto tenho dado.


A caminhada que se seguiu foi de uma intensa partilha  com as companheiras de passada. Sete quilómetros de pura abertura. E de onde trago o coração cheio, por poder dar, por poder receber.

Já de estômago aconchegado, mas ainda de pernas latejantes, a refeição prolonga-se em conversas ao redor da mesa. É almoço, mas podia quase ser jantar.
A hora do "até já" aproxima-se.
Todos sabem que outras coisas os esperam.
Todos sentem que podem ficar mais um pouco. Porque aqui o tempo é outro. Porque aqui vê-se de outra forma. Porque aqui, o que se sente é sentido do coração, da alma, e de uma mensagem carimbada da palma da mão para o destino que cada um leva.


Volto com algo mais do que levei.
Um coração mais cheio.
Uma alma revitalizada.
Uns quantos SERes que vêem comigo.

Até já Terena, Até já a todos. Trago-vos comigo no coração!

Com amor,
Judite <3














terça-feira, 20 de setembro de 2016

Quando tudo está no seu lugar...

Sejamos ou não adeptos de uma arrumação aprimorada, a verdade é que quando entramos num sítio onde as coisas estão no lugar, sentimos que tudo está bem.
E o estar no lugar não tem necessariamente de corresponder à ciência exata e milimétrica do que é que fica onde, qual expectativa de adoração, qual adepto da museologia.

Apenas tem de estar lá. Ser sentido no seu lugar. Ser confortável.

E se é assim com as coisas de coisas, porque seria diferente com as coisas do ser, da essência das gentes, do profundo do humano?
Passamos muitas vezes de armário a prateleira, umas temporadas na gaveta, ora em exposição na vitrina clássica herdada de alguém longínquo.
Replicamos ensinamentos e responsabilidades passadas em testemunho. Trabalhamos incansavelmente para expectativas que nem sabemos de onde surgem.

A verdade é que quando olhamos para o lugar onde nos encontramos, com uma profunda atenção, nem sempre sentimos o tal conforto de que tudo está no seu lugar.

Há coisas que acumulam e crescem em nós, connosco. Coisas que nem reconhecemos. Nem sequer ousamos lembrar quando passou a pesar na nossa mochila.

Às vezes olhamos para esta mochila que carregamos incansavelmente e ela está cheia de nada e vazia de tudo.
Acumulam-se as coisas. Mas não nos reconhecemos nelas.
Como se algures no tempo, tivéssemos confundido a mochila e numa viagem apressada trocássemos com outro transeunte.

O que também é verdade, quando os nossos muitos "eus" se engalfinham no vai e vem das muitas vidas (que nem só os gatos tem).
Os "eus" afirmados e os que se escondem na sombra da cortina, muitas vezes ansiando o palco, apenas à espera de um acto de audácia para ir e deslumbrar.
Qual vitória na superação.
Qual mochila revirada e esvaziada do que não interessa.
Qual casa que depois de desarrumada ganha novas cores, novos aromas e novas coisas.

Às vezes as coisas estão no seu lugar, estando no lugar que pensávamos que não era o delas.
Por vezes o que outrora foi desarrumo, nos conforta, nos enche o coração de felicidade.
Por vezes nem vimos o desconforto, só sabíamos que faltava algo.

Porque... às vezes só temos de ter um único momento de protagonização.
Aquele em que perguntamos com toda a humildade e sinceridade quem somos na nossa mais ecológica essência.
Despidos.
Desmaterializados.
Desconectados.

Quando a pergunta é sincera. A resposta também se revela na sua maior integridade. Surge como sempre fosse a meta a alcançar.
Deixa-nos em deslumbre sem nos deslumbrar.
Dá-nos nova vida, sem retirar a que antes ocupava aquele lugar.
Tudo soma.
Mas tudo subtrai.

E resulta na solução mais prudente, mas também a mais audaciosa.

Queres experimentar colocar-te a questão?

Com amor,
Judite <3





segunda-feira, 5 de setembro de 2016

O ritmo dos sonhos

Nesta manhã que inicia o meu dia especial, sento-me a escrever num dos sítios que mais me inspira a fazê-lo. É aqui que preparo a minha partilha de hoje, aquela que pelas 21.30, como sempre que as há, irão poder ler.

Entre a leve brisa que ainda refresca um dia que será quente, o gracejar das aves e o trotear da água que cai em cadência, mas anima o lago. Este lugar que acolhe pequenas e tímidas crias de uma grande ninhada de patos, entre os ocupantes mais maduros. O verde ocupa todo o horizonte e o sol tenta chegar por todas as oportunidades com que pode para iluminar vidas.

E eu aqui, sentada entre uma grande chávena, os "mil e um" cadernos que levo sempre comigo e as modernas tecnologias que nos permitem estar sempre presentes no mundo e no trabalho. Penso em como me sinto feliz por estar aqui neste instante.
Neste lugar, a fazer uma das coisas que mais me apaixona, escrever, com outra que me move, partilhar.

Poderia haver melhor combinação para enaltecer uma manhã de um Setembro quente?

Porque aqui fico perdida no tempo...
E escrevo sobre sonhos e sobre planos.
E escrevo sobre o que a vida me ensina e sobre partilha.
E como sei e sinto com sinceridade, como partilhar esta alegria me preenche a alma e aquece o coração. Como me dá ânimo e ritmo, para que com toda a certeza possa rodopiar por aí, qual fada madrinha a tilintar a varinha noutros corações.
Por aqui me deixo perder no tempo...

O último ano foi tão preenchido que saltito entre as duas sensações.
A de que passou depressa, e que ainda ontem era um sábado de Setembro, mais fresco que este dia.
E a que tão longínquo, quase como se em outra vida. Quando tanta coisa aconteceu, entre pessoas e projectos, entre descobertas, crescimento e partilha.
Ao pensar em tudo isto, um sorriso maior alarga-se em toda a face e um calor ruboriza-me do coração ao olhar.
Tantas coisas começadas, umas reparadas e outras terminadas.
Tantos ciclos. tantos novos sonhos.

Ah e como eu sonho!
E sonho com tanta certeza, que aquele que é o meu sonho maior se sente na pele.
Transporto-me para aquele lugar onde ele acontece. Sinto a brisa que encadeia entre o quente e o refrescante, o aroma salgado, os raios de sol cintilantes.
E naquele sítio tudo acontece.
Ali tudo sou eu, e eu sou o que dali recebo.
E vejo-me lá a fazer o que mais gosto. A escrever, a criar, mas acima de tudo aprender e a partilhar.

Tudo o que faço, tudo o que tenho feito, step by step, rumo a esse destino. E esse destino cada dia mais sentido. Mais próximo.

E essa próximidade veio com o tempo. Não o tempo, pelo tempo, mas o tempo que me deixei dedicar ao sonho, mas acima de tudo à abertura para a aprendizagem.

Se há uma aprendizagem maior, uma que tenho tido em conta e que me alavanca em tudo, resume-se a escutar.
Escutar o coração.
E como tenho posto o coração em quase tudo o que faço, e como o retorno tem sido sem medida. Porque o que se sente não se mede.
Mas ouvir a melodia dentro de nós leva-nos a lugares que de outro modo não teríamos oportunidade.

Ás vezes não é fácil.
Não é fácil romper com as construções. Com os muros, paredes e vedações. Com os limites além da compreensão do coração. Com os limites impostos pela razão desracional.
Não é fácil lidar com os caminhos que nos trazem pedras, buracos e chão por alcatroar.
Não é fácil as portas que se fecham
Não é fácil quando os olhos se põem em nós, por vezes à espera de nos ver tropeçar.

Mas quando o podemos fazer. Quando estamos dispostos a ser um coração entre mentes. Quando o assumimos em alma inteira. Existe um todo outro mundo à nossa espera.

Poderia ser o da fada madrinha, desvendando atrás do arco-íris cascatas cintilantes, onde unicórnios, elfos e fadas dançam ao som mágico dos campos verdejantes.
Qual harmonia naquele lugar.
Mas as fadas (madrinhas ou não) vão além daquela imagem dos desenhos, os animados e os coloridos, que todos conseguimos agora criar em uníssono na nossa imaginação.

Quando sabemos qual o nosso lugar cheio de magia da vida, podemos descartar a imagem daquela que antes era uma caixa e agora uma tela preta.
Existe toda uma outra imagem. Só nossa, mas que em simultâneo todos conseguem sentir.

Este ano foi perfeito na sua imperfeição.
As melhores coisas que aconteceram, trouxeram alegria e energia à vida.
Mas as que correram noutros sentidos, aquilo que chamamos erros ou desvios, são as que melhor aconteceram no seu momento.
Porque houve aprendizagem e crescimento. E uma descoberta sem fim de tantas novas possibilidades.

Receber estes desvios com humildade e aprender com eles, foi de longe a maior evolução. E sinto imensa gratidão por tudo o que tive e fiz oportunidade de lá estar a vivê-los.

Para mim, hoje e amanhã, só poderá haver esta maneira de viver: ao som do coração.
Escutar e acompanhar o seu ritmo e melodia. Sentir a sua expansão em tudo o que faço.
Como o rei Midas quanto transformou o mundo em ouro, por o coração em tudo o que faço é o caminho do meu propósito. Mas tal como esta fábula, há que manter o poder do equilíbrio.
E se em outros ciclos o da razão pode prevalecer, o meu caminho agora faz-se pela essência. porque onde há equilíbrio, há possibilidade.

E eu estarei aqui para sentir e contribuir... partilhando!


Com amor,
Judite <3






quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Porque somos principio e retorno em nós

As minhas partilhas tem estado ausentes...
Eu digo-o por uma boa causa (eu sei que me repito no anúncio de outros posts)  onde me tenho dedicado com muita paixão a algo que estando a terminar é o princípio de muitas outras coisas!

Nesta renovação de ciclos. Em que os fins e os inicios se cruzam, e com o meu Setembro a começar, hoje tinha que partilhar.
Esta partilha é para comemorar o mês que me apaixona:
Porque é o meu aniversário  (yupiiii i love my day!!!)
E porque para mim é mesmo sentido este mês dos recomeços. 

Se no 1 de Janeiro há a sensação do novo. No 1 de Setembro é aquele em que sempre me redefini! 
É aqui que realmente (re)começa tudo para mim.

Além de tudo o que mudar, recomeçar, sonhar e concretizar arreta. Esta passagem de mês, trouxe ainda mais.
Mesmo antes de chegar o momento mágico do balanço, aconteceu o dia de ontem. 
Um dia de reencontros. 
Um dia que começou como qualquer outro. Com a preguiça inicial da manhã, o meu momento de meditação, e pelas rotinas e surpresas do dia, este foi-se revelando.
Umas abençoando as outras. As dádivas foram acontecendo. Falei com pessoas que me são muito queridas, com outras que estavam guardadas no baú das boas memórias.
Um dia que se foi guiando em contactos que me foram chegando e que fizeram do meu coração, um coração cheio de alegria.

E no fim do dia o balanço que fiz sobre tudo: das fases começadas, das fases terminadas, de todo um ano passado, e desta que é a vida onde acontecem pessoas que contribuem em nós,
Umas que em pouco de momentos mas com tanto do que tem para dar, que quando partem ou ausentam nos deixam com tantas coisas para perdurar.
Outras que ficam e prolongam-se, e que nos vão dando aquele suporte e conforto por ali estarem.
E todas as outras, que nos deixam sonhos ou ensinamentos. Que nos deixam memórias do poderíamos querer repetir ou do que não nos é a mais presente intenção.

E com o reforço desta crença: a de que todos tem um papel, algo para nos dar ou para de nós receber, prossigo estes dias.
Que serão a regra sem excepção.
Onde me centro em mim para que tudo de melhor possa fazer e dar.

E assim será!

Com amor,
Judite <3



terça-feira, 2 de agosto de 2016

O reforço da nossa existência

Existem pessoas que passam pelas nossas vidas e que tem um impacto que nunca irão imaginar.
Das coisas simples, às mais compostas, todos os dias podemos encontrar pessoas que deixam a sua marca, contribuindo para mais uma peça de quem nós somos.
Que reforçam a nossa existência.
Que nos fazem crescer no que já somos.

É a vizinha que nos avista da sua janela, e no alto do seu lar nos abre a porta para não termos de pousar as tralhas todas para procurar a chave.
É o senhor do café, que nos acena quando nos vê passar do outro lado da rua e anuncia alegremente que tem aqueles doces que gostamos.
É a menina da padaria que se lembra do pão que levámos no outro dia.
É o motorista do autocarro, que se lembra de nos ter transportado horas antes em sentido contrário e sorri acenando um bom dia outra vez.

É tudo isto quando vives no meio da cidade, mas sorris como a natureza te deixou que o fizesses como humano, e é mais.

É encontrares aquela pessoa que não vês faz anos e que corre para ti para te dar um abraço.
É saberes que do outro lado do telefone podes encontrar aquela meia dúzia de pessoas que estarão sempre lá.
É sentires a tua unicidade por tudo aquilo que dás e que te devolvem em troca.

É tudo isto quando dás e o recebes de volta, como as leis do universo te permitem, e é mais.

É e são aqueles que sem saberem te deram força e coragem para fazeres algo maior.
É e são aqueles que te provocaram a ira e que te proporcionaram um insight magnificente sobre quem és ou podes ser, melhor.
É e são aqueles que te fizeram sorrir e chorar, mas que te proporcionaram a maior descoberta de quem tu és.
É e são aqueles que te fizeram amar, perder e ganhar.

Todos os impetos que nos fazem percorrer o nosso caminho, são todas as energias que precisávamos para o fazer.
Algumas são justas. Outras corroem na impossibilidade de o ser.
Por vezes somos vencedores, outras vencidos.
Por vezes ganhamos, outras perdemos.
Por vezes temos de escolher perder, deixar, libertar.
Outras tantas ou muitas mais, agarrar, lutar, vencer com toda a alma e energia que temos e que podemos ter.

Há pessoas e momentos que nos levam ao lugar onde estamos hoje.
E mesmo sem o podermos dizer, podemos sentir um "Obrigada!".



Com amor,
Judite <3



segunda-feira, 25 de julho de 2016

O meu dia fora de tempo

Hoje no dia fora de tempo eu cumpri o meu dia, entregando-o a algo.

Depois da reflexão do que mais precisava, entreguei-o ao desapego.

Muitas vezes acumulamos coisas em nós e connosco.
Umas que já não nos fazem falta.
Outras que nos fazem melhor do que nos poderiam fazer bem.
Umas não nos importamos em deixar partir. Mas há partidas que podem ser mais difíceis, por vezes gostaríamos tanto que ficassem, que podem ser dolorosas, mas necessárias para um amanhã numa outra história, numa outra felicidade.

Assim, hoje fiz uma lista de coisas que acumulo em caixas, caixinhas e gavetas das quais não necessito.
Arrumei algumas pessoas nas caixas certas do meu coração. Algumas porque ocupam o lugar errado, outras porque dou uma atenção que não é delas.

Passei a manhã nestes arranjos. E logo de seguida parti para o rio, para simbolicamente as ver partir.

Os próximos dias serão de grandes limpezas, para que todas as caixas e gavetas, físicas ou não, possam ficar arrumadas e disponíveis para acolher outras coisas que por aí virão.

Será que precisamos mesmo disto? De ver o que mantemos e o que precisamos ver partir. Eu considero que nem tudo o que colhemos faz parte de nós, ou pelo menos não tanto tempo quanto queremos fazer ficar. E que por isso as limpezas são necessárias.

Se a corrente do rio apenas leva as gotas de água num sentido, atrasa em remoinhos, contorna os obstáculos, constrói e destrói.
A nossa corrente é o tempo e a fé em nós, que na premissa de viver nos leva a muitos outros caminhos. A muitas novas histórias. A sermos tão ricos quanto nos damos de riqueza de viver.

Reciclemos aquilo que já não precisamos.
Aquilo que já não tem arranjo.
Aquilo que já não decora a sala da nossa integridade.

E se nesta reciclagem pudermos reintegrar, que assim seja.
Mas se não fizer sentido continuar a almejar um rejuvenescimento, que assim seja.
Se tivermos que deixar ir na corrente, que assim seja também.



Com amor,
Judite <3


segunda-feira, 27 de junho de 2016

Qual é o teu tamanho?

Começou a época de saldos à poucos dias.
Vê-se na azáfama da disputa pelo encher o guarda roupa com quantas mais peças ao menor preço. Mas se para uns parece fácil, para ouros o desafio é encontrar o tamanho certo.

Fala-se de olimpíadas, de ginastas e atletas. Compara-se pesos e alturas. índice decisivo para que os melhores resultados possam ser obtidos com o esforço possível. Todos preparados, só alguns vencedores.

Fala-se de dieta, de saúde, de, de, de...

Mas há um tamanho que poucos medem. Um que tanto determina aquilo que concretizamos. Um que influência o nosso rumo, a corrente, e a definição das metas. Um que move e motiva. Um que inexistente é razão por não existir movida.

Porque nós somos apenas de um tamanho, o mesmo de quanto ousamos sonhar!

Quando sonhamos crescemos, na imensidão do nosso lugar. No nosso mundo. No nosso prémio de vitória, por conseguirmos o que propusemos alcançar.

E aqui podemos sempre crescer. Não há idade ou biologia que nos limite desde que haja vida!



Com amor,
Judite <3

terça-feira, 21 de junho de 2016

Porque o coração tem mesmo razões que a razão desconhece

Hoje não podia deixar de lado todos os mil e um trabalhos a que me tenho dedicado, sem que nunca esquecendo de todos vós, me vão absorvendo para longe desta página. Este meu bebé, que entretanto já tem alguma idade, qual criança que vai ganhando a independência do tempo da sua mãe.

Ao longo do dia, pela rua, entre jornais, tvs e conversas, ou em cada entrada nas redes sociais (sempre a trabalho claro!), fui encontrado um, outro e muitos outros, vários relatos e lembranças sobre a aventura que são os amores e desamores. Sobre a entrega e desentrega. Sobre a lendária devoção da guerreira ou guerreiro que tem de optar.

Em suma, hoje o dia deixou-me a mensagem que na razão e no amor as coisas parecem não se concertar.

Quando a razão prevalece e o amor não se entrega,
Quando o amor se entrega em pleno mergulho de cabeça,
Quando o amor encontra um outro amor, que procura outro amor, que nem tem amor nem nada,
Quando a razão quer vencer a batalha, mas é traido pelo (in)fiel coração.

Queremos ser sempre donos de nós... mas quantas vezes domamos o nosso destino, na corrente que queremos seguir?

É que muitas - até digo todas, com verdadeira convicção - as vezes, o nosso coração sabe bem mais do que nós sobre o que sentimos, o que queremos e para onde queremos ir!

Às vezes ele puxa-nos para o lugar onde a razão não nos quer. Muitas vezes lutamos contra o caminho que nos puxa, qual íman polarizado e cheio de força. E teimamos em não ouvir. E não ouvimos. E arranjamos todas as artimanhas para não ouvir.

Mas quando paramos e deixamos que ele pelo menos nos sussurre, um mundo novo abre-se aos nossos olhos. Tudo é diferente. Como se ganhássemos nova vida, novo fôlego, um novo nós!

Tenho aprendido muito sobre ouvir o coração. E desde que o faço... não consigo descrever o maravilhoso que é viver a verdadeira viagem da vida.

Claro que como bela teimosa, mesmo com provas comprovadas, ainda lá vou bater à porta da senhora razão. Às vezes (mas só às vezes) também é preciso.


Com amor,
Judite <3

domingo, 22 de maio de 2016

Dá-me um abraço!

Quando quiseres demonstrar realmente o que sentes por alguém a quem queres bem, tens afeto ou queres passar uma mensagem de boa energia... dá-lhe um abraço!

Quando conheces alguém que queres integrar, dá-lhe um abraço!

Quando queres que alguém entre na tua vida, dá-lhe um abraço!

Quando não tens palavras que possam transmitir àquela pessoa, a mensagem sobre o que sentes no teu coração, dá-lhe um abraço!

O abraço, que é tão rejeitado no nosso dia a dia, fora do contexto mais íntimo (e por vezes até dentro deste), nas nossas relações diárias ou sociais. O abraço um gesto inigualável, um dos comportamentos mais naturais à nossa existência: à antropológica e o da essência do nosso ser.

Aquele movimento tão simples, de abrir os braços e envolver outro. Uma energia que está tão bem desenhada em nós. O que muitas vezes não sabemos usar.
Ou sabemos, mas afastamos esta vontade a favor dos ares das regras, dos sopros do bem parecer, da ventania da intimidade social.

Para mim um abraço é das coisas mais genuínas.
Para mim um abraço dá-se quando queremos, sem temores, sem perspectivas de classificações.
Para mim um abraço dá-se quando encontramos, quando rimos, quando apoiamos, quando nos sentimos em casa.
Para mim um abraço não tem género, não tem relação, não tem de ter uma intenção, apenas vir do coração.

Um abraço é apenas um abraço.

Porque nada é mais transparente como a forma como abraças... Abraça muito!



Com amor,
Judite <3


sábado, 7 de maio de 2016

O lugar dentro de nós

Já alguma vez te questionaste se pertences a um determinado sitio, grupo, emprego?
e se sim, porque o fizeste? O que estava acontecer naquele momento, à tua volta, no teu contexto?
E em ti? Dentro de ti? Qual o ritmo do teu coração?

Às vezes podemos ficar irreconhecível na nossa auscultação.
Podemos deixar de atuar em nós próprios e flutuar no que o nosso contexto nos pede, gritante.

Por vez deixamos-nos ir. Outras resistimos e devolvemos o grito ao mundo: Eu sou onde quero ficar!

E se o medo se apodera tantas vezes deste quebrar das correntes, da expectativa alheia. Tudo se revela, numa desnecessária intenção. 

Quando encontramos o lugar de nós em nós. 
O nosso propósito. 
O nosso ritmo. 
A nossa cor.
A nossa banda sonora.

Quando sabemos que os sonhos são mesmo nossos. 
Que quando acordamos de manhã vamos para a nossa e só nossa história. 
Que sem ou com mil partilhas, vamos em direção ao que é nosso.
O nosso lugar. O lugar dentro de nós,
Ai, sem mais qualquer coisa que acrescente, sem bens, sem valores dourados, sem necessidades. Encontramos a verdadeira felicidade: A de podermos viver quem somos, com a liberdade que conquistamos, com conhecimento e autêntica aceitação.


Com amor,
Judite <3

quarta-feira, 4 de maio de 2016

A aceitação da metamorfose

Encontrei este artigo que me transmite de uma forma muito sucinta a essência de como os que nos rodeiam encaram as nossas metamorfoses:


A perspetiva 20 vs 40 é notória, mas a verdade é que no meio deste caminho (os 30), já se vizualiza uma percepção muito mais dos 40...
Quando ainda temos uma longa vida pela frente, pelo menos na génese cronologica do ADN comum.
Quando temos uma sociedade mais aberta aos sonhos e à concretização pessoal. Ainda falta muito caminho a percorrer. 

Não falamos só de bem estar pessoal.
Falamos de um bem estar comum. Do nosso e dos que nos rodeiam e são inspirados por nós.
Quando habitamos num nós que não é o que quermos e temos a audácia de perseguir a nossa melhor versão, nem sempre somos bem recebidos.

Mas a persistência no nosso amor próprio e na substituição do julgamento pela audição do coração, faz toda uma diferença.

E o caminho do coração, a sua música e a sua emoção, faz para mim todo o sentido.
Ser o caminho que nos move, que nos leva em diração da nossa felicidade.
Do nosso conceito de felicidade.

Ninguém mais do que nós próprios podemos definir o que significa felicidade no nosso dicionário interno. E seremos mais felizes se mantivermos fieis ao valor que lhe damos.



Com amor,
Judite <3


quarta-feira, 27 de abril de 2016

I'm Alive

É verdade! Ainda aqui estou!

A Primavera trouxe-me uma agenda super hiper colorida, o que me contenta, claro!
Mas com isso uma agenda também sem o tempo necessário para cumprir com o meu compromisso convosco: os meus passeios, o desafio e as mensagens de partilha e textos de reflexão.

Alguns dias atrás, uma pessoa que além de seguidora do blogue me encontrei num evento onde estive como oradora (Happy Life Lisboa), falou-me de como gosta de ler os meus textos e reflexões.
Fiquei hiper mega orgulhosa, embora também um pouco timida.
Sou virginiana, gosto de partilhar o meu trabalho com amor e paixão. Mas também tenho o lado tímido que se desenrola quando recebo um elogio. Frente a frente. Olho no olho. E a bochecha a corar.

O que lhe disse, repito-o aqui: quando escrevo faço-o com a paixão da vida.
Vou buscar além de dentro de mim, vou buscar às interações que vou vivendo no dia a dia.
No fundo, são reflexões de coisas que passaram por mim nesse dia. Que ficaram retidas, que foram pensadas e aprofundadas na sua essência. Que fizeram sentido nessa exploração. E que depois de exploradas são partilhadas.

Abril foi um mês de mil e um projetos! Agradeço imenso a todas as energias do mundo que me as proporcionaram, inclusivé a minha.
Mas fico um pouco triste cada dia que me vou deitar já no limite da bateria, porque faltou o tempo para terminar uma partilha convosco.

Porque eu tenho escrito algumas coisas para partilhar.
Entre paragens de metro, entre um email ou outro, entre um trabalho e uma tarefa.
Mas o meu lado perfecionista retém esta partilha de textos rabiscados sem que lhes tenha dado o devido tempo e dedicação.
Para ler. Reler. Preparar a imagem resumo e a frase com que gosto de vos deixar.

Tenho muitas coisas para partilhar connvosco. A seu tempo, cada uma vai tomando o seu devido lugar. No seu dia, na sua hora programada. E já com a sua essência e mensagem para partilhar.

Quanto aos passeios e o desafio... bem... veem aí os dias quentes, certo?

Contínuo por aqui.
Espero que vocês também!

Com amor,
Judite <3

domingo, 17 de abril de 2016

Irradiância

Coloca a tua energia focada no bem comum.

Irradia e sê irradiado.
Provoca a fusão de todas as energias pelo qual és rodeado. E devolve ao mundo a melhor de todas.

Quando convergimos no todo, temos o uno. Temos uma essência mais completa de nós.
O que damos ao mundo, regressa. E o que damos de coração ao mundo regressa ainda maior.
O que libertamos cresce, cresce sem fim. E não existe maior liberdade que aquela que começa na nossa desatenção de ter e na nossa intenção de ser.

Ser presente,
Ser humano,
Ser parte,
Ser todo.

Quando nos permitimos estar fora dos limites do concreto. Quando vamos em viagem do coração para o mundo.
A liberdade floresce em nós, para florescer de nós. Explodimos em energia de amor e dádiva.

E esta energia que irradia. Distribui-se.
Dá de nós ao mundo.
Devolve-se do mundo em coisas simples, mas sinceras. Em termos portas, janelas e portões abertos para nos receber.


Com amor,
Judite <3


quarta-feira, 13 de abril de 2016

Beijo, beijinho, beijão

Repicados, singelos, doces ou soprados de longe.
Beijos, calorosos e sinceros.
Beijos, de paixão ou apaixonados.
Beijos, de amor descomprometido ou com o compromisso do amor.


Hoje, neste dia que se celebra o beijo, pergunto: qual o beijo, beijinho ou beijões que não deste e devias de dar?

Com amor,
Judite <3

terça-feira, 12 de abril de 2016

Depois...

Guardar.
Guardar.
Guardar.

Guardar aquela roupa bonita para não se estragar. A boneca de infância para mais tarde recordar. Uma caixa de fotos para não se perder as memórias.

E o hoje? Onde fica?

Deixar para depois é por uma vírgula onde se quer colocar um ponto final ou se tem um ponto de interrogação pendurado.

Esperar o momento aguardado. O sentimento certo. A sensação de certeza.
E o vento foi e levou o momento, os sentimentos sinceros as inesperadas certezas.

Não guardes os sonhos na caixa. O pó não lhe trará valor!

Se é para ser, é agora.
Se é para fazer, arregaçar as mangas sem hesitar.
Se é para sonhar, deixar a alma flutuar, sem presilhas nem pesos.


Com amor,
Judite <3

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Quatro estações

Olha para ti.
Olha fundo no profundo.
Olha com olhos apaixonados de ver.
Olha com a visão do felino que procura e encontra.

O que tens dentro de ti?
Qual é a tua estação?

Podes ser Inverno, sereno e discreto.
Podes ser Verão, quente e vibrante.
Podes estar numa mudança Outonal.

Eu estou em Primavera.
Sinto-me como a florescer de mil e uma pétalas no meu coração.
E no sincero que possa ser. O dar de mim o que sei. Trás-me os mil e um sorrisos de gratidão.

Mas a melhor estação para se ser é a não estação. É o circular do saber, qual melhor momento para se estar, o viver em cada emoção.

Junta-te nas tuas quatro estações. E sê o melhor que cada uma te dá!


Com amor,
Judite <3



domingo, 10 de abril de 2016

Flutuar de gratidão

Hoje foi um dia especial.

Já tive alguns dias especiais. por várias razões. Mas hoje houve um fracção de segundos que significaram muito para mim.

Se já existiram medos e receios. Se já existiram questões sobre o ir ou ficar. Com o tempo foram ficando para trás.
Hoje senti-me completa e agradecida, por um dia ter optado por dar primazia a ouvir o coração.

O meu coração trouxe-me a este momento. E se eu trabalho com a alegria. Hoje, terminei o meu trabalho deste dia com muita felicidade.

E chamo trabalho apenas por convenção. Porque para mim, o que faço é uma partilha. Onde não só sou facilitadora do desenvolvimento pessoal. Sou também receptora do que os outros, facilitadores oficiais ou não, tem para contribuir.

E todos tem algo para dar!

Hoje alguém que não conhecia fez-me sentir simultâneamente grande e pequena.
Enquanto eu passava no corredor do metro, chamou-me, sorriu e disse-me simples palavras "O teu sorriso está a contagiar".

Estava mesmo na paragem onde ia sair. Não tive oportunidade de responder, a não ser com um sorriso e um qualquer balbucio de fugida. Tive pena de não ter falado um pouco mais com aquela pessoa. Espero um dia ter oportunidade de lhe retribuir as palavras que me disse.

Fiquei com o coração cheio, porque me senti na minha missão. Fiquei com o coração vazio por não ter retribuído algo mais em troca sobre o que me deu.

Mas como ouvi dizer várias vezes este fim-de-semana fantástico: "o mundo é um T0". E quem vive sobre o mesmo teto, irá decerto encontrar-se!

Pelas pessoas que conheci, pelas que já conhecia e estiveram presentes, pelas coisas que me disseram que encheram o coração. Durante estes dias tive provas que este T0 existe.

E cada T0 é o resultado daquilo somos, do que lançamos ao mundo e que volta para nos completar.


Com amor,
Judite <3

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Dilemas do anoitecer

Às vezes vivemos no dilema.

De que só a razão ou o coração pode decidir!

Queremos muitas vezes ouvir o coração. E quando o fazemos, devemos fazê-lo com paixão!

O que mais aquece ou arrefece o coração?
O que mais o aperta e agonia?
O que mais aconchega e tranquiliza?

O que vamos escolher pode não ser a única escolha.
Apenas a primeira tarefa de uma lista a cumprir.

E depois, mais tarde quando estiver feito, será que o dilema se mantém?

A vida é feita de dilemas. desafios para superar. Na emoção que vença a razão, se for vivida com temor!
Mas o calor da emoção, é mil vezes melhor que o da razão.

Quanto nos dá o coração. Para viver sem emoção?
Quanto nos dá a razão. Para viver sem paixão?


Com amor,
Judite <3

terça-feira, 5 de abril de 2016

Quando as balanças tem mais de 2 pratos...

Às vezes temos tanto que decidir, tanto por optar. Mas não conseguimos pôr simplesmente a escolha numa balança de prós e contras, porque existe muitas classificações adicionais.

Diz-se que nas relações entre duas pessoas, nunca existem apenas essas duas pessoas, mas sim quatro. Eu pessoalmente considero que são 6.
Temos as duas pessoas na imagem de si próprias, as duas pessoas na imagem que tem do outro, as duas pessoas conforme são realmente.

Mas se é assim com dois intervenientes, na relação connosco próprios podemos cair na armadilha de termos muitos mais.
Podemos ser uma dúzia, duas, três... uma centena de vistas sobre nós. 

E porquê? Porque somos complicados!
Porque exageramos na trans empatia. Aquela que nos colocamos no lugar do outro para nos julgarmos a nós próprios. De nos imaginarmos a nós próprios. De nos elevarmos a nós próprios. A criar muitas imagens que não existem, interpretar sinais que não sabemos o que são.

Então como fazer com que tudo seja mais simples?
Atirar tudo ao ar, dizer uma palavra menos bonita e partir?
É uma opção... mas será que irá resultar sempre?

Afinal, somos capazes! Mas falta a coragem de sermos maiores que tempo, para fazer tudo.

Mas também não podemos desistir de tudo, com a pena de que podemos chegar ao último dia e não termos levado nada a um nível superior  nós próprios!



Com amor,
Judite <3

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Podia ser um poema... ao belo 28

Ele vai serpenteando pela cidade.
Colina acima.
Colina abaixo.
Transporta no seu amarelo cintilante como o sol,
Almas que se apaixonam pela cidade.
Uns mais enamorados que outros.
Cabeças no ombro.
Olhares pela Janela.
Ali vai o eléctrico 28.
Umas vezes transborda,
Outras sossega no silêncio de uma outra alma introspetiva.
Traz história.
Traz novidades.
Traz aventuras e descobertas.
É cenário. É ator. É a peça que completa.
Não imagino esta Lisboa perfeita,
Sem o seu eléctrico 28.


Com amor,
Judite <3

domingo, 3 de abril de 2016

Lugares meus

Existem lugares que são apenas meus, que só eu conheço, que só eu sei o caminho.
Lugares secretos, dentro de mim, onde choro, rio e sonho.

Um novo mundo. Um mundo de novidades e de coisas mais antigas que o tempo que tenho.

Um mundo de fantasia, mas mais efectivo que a realidade.

Um mundo de imaginação, mas mais sincero que a verdade.

Neste mundo sou tudo, e sou ar.

Neste mundo eu não sou nada, e sou sol.

Posso refugiar-me ou usufruir em aventura. Na segunda, com muito mais riqueza. Ganhos que trago para este mundo,
Trago mais de mim, do que foi e do que será.

Acima de tudo, mais energia para fazer mais e mais.

E eu gosto desse lugar!


Com amor,
Judite <3

sábado, 2 de abril de 2016

A explosão

Hoje faço-te esta questão: Sabes quando sentes que vais explodir?

Seja o que isso signifique: raiva, revelação, paixão.

Mas sabes?

Muitas vezes camuflamos algumas emoções. Não as temos porque não são adequadas ao momento, às expectativas dos que convivemos no dia a dia.

Não revelamos raiva com a nossa hierarquia no trabalho, numa organização.
Não revelamos toda a essência de nós, junto da nossa família mais próxima.
Não contamos todas as paixões que temos, mundo fora.

E o que ganhamos com isso?

Pessoalmente penso que calar é fazer morrer. é fazer esquecer a vivência. A energia para fazer prevalecer.

É preciso garra para as coisas da vida.
Se não a tivermos, nada de novo acontece! E nós gostamos de coisas novas... assim, precisamos de garra, de momentos de paixão, de decisões tomadas na emoção da coragem!


Com amor,
Judite <3

sexta-feira, 1 de abril de 2016

O paraíso do tempo

Tempo!
Uma palavra tão usada. Mas o que significa hoje. E o que significará daqui a 500 anos, quando olharem para os nossos dias?

Mitos e Lendas: 
O tempo perguntou ao tempo: "quanto tempo, o tempo tem?"
E o tempo respondeu ao tempo. Que o tempo tem tanto tempo, quanto tempo o tempo tem.

Dicionário da Língua Portuguesa:
Tempo, s.f. : Relíquia do século XXI. Muito almejado pelos habitantes do hemisfério norte dos quadrantes ocidentais do planeta Terra.

História da Humanidade:
Os seres humanos criaram a tecnologia para melhorarem a sua qualidade de vida e se servirem dela. Com a revolução industrial abandonaram os campos e viveram um período de êxodo para as cidades industriais. A maquinaria cada vez mais sofisticada permitiu que as indústrias reduzissem a sua necessidade de mão de obra. 
A sofisticação da produção aumentou a disponibilidade de recursos, que permitiram uma reviravolta económica, com exponencial poder de compra pelos habitantes do planeta terra. Este fenómeno ocorreu principalmente no hemisfério norte dos quadrantes ocidentais. 
Com o aumento das transações e de aquisições de produtos de 3ªs necessidades, criou-se a necessidade de ocupação de postos de trabalho nos ramos dos serviços e comércio, com disponibilização de atendimento e suporte de 24 horas.
O tempo livre passou a ser um recurso escasso, porque quando não estavam a adquirir bens ou serviços, os habitantes encontravam-se nos seus postos de trabalho a fornece-los.
Os jardins e praias cada vez mais ficaram desertos. Os amigos e famílias deixaram de sentar à mesa com calma e tempo, para conversarem e usufruírem das suas alegrias e gargalhadas.
As crianças já não brincam. Tem de adquiri o máximo de competências possíveis durante os primeiros 18 anos de vida, para se prepararem para o mercado de trabalho competitivo.
O tempo passou a ser um recurso que apenas os muitos abastados podiam adquirir.

É isto que queres que conste nos livros de história daqui a 500 anos?

Ainda estás a tempo! Quanto tempo queres investir, para salvar o tempo?


Com amor,
Judite <3

quinta-feira, 31 de março de 2016

Super ação

Quando temos um grande objectivo em mente, temos de ser firmes quanto aos passos que queremos, podemos e temos de dar.

Não é fácil cumprir um objectivo maior que o alcance do nosso nariz se não existir persistência.
Mas antes de tudo isso, de existir uma descrição concreta do que queremos atingir e de como o vamos fazer.

Temos de delinear para partir para a ação. E essa, não será uma qualquer atividade, tarefa ou detalhe.

Muitas vezes esta ação vai ter a palavra super.
Super de intenção.
Super de dedicação.
Super de empreendedorismo.
 Mas o melhor super, é o que se junta fortemente à ação. A Superação.

A superação de contratempos e constrangimentos.
A superação de dependências burocráticas da ação de outros.
A superação de nós próprios. Da energia que precisamos de colocar. Da manutenção do entusiasmo. De não cairmos com o que nos vai tentando derrubar. Aprender sempre e ultrapassar.
E no fim, sobre tudo o que parecia impossibilitar. Conseguir!

Não há concretização sem trabalho. Sem mãos na massa.

Quando vemos um vencedor, vemos muitas vezes o que ele conseguiu.
Muito poucas são as vezes que vemos o que ele se empenhou!

Dedica-te aos teus sonhos. Eles podem exigir esforço. Depois de concretizados, vais agradecer cada minuto!


Com amor,
Judite <3

quarta-feira, 30 de março de 2016

Bem-me-quero

Lembram-se daquela lengalenga de primavera, que despetalando numa flor, íamos saltitando ao som de uma cantiga "mal-me-quer, bem-me-quer, tudo, pouco, nada..."?

Centrávamos uma energia imensa em saber se aquela pessoa que estava na nossa imaginação, nos queria mal, bem, e quanto bem nos queria.

Quando calhava um "mal-me-quer", a tendência para atirar rapidamente o caule da flor despida e trocar por uma nova, era quase imediata.
Procurávamos um "bem-me-quer", um "tudo" ou "muito". Desprezávamos o "mal-me-quer" e o "nada". Não há lugar em nós para quem não nos quer. Não é verdade?

A verdade é que não se observa ser assim tão simples. E porquê?
Não será o outro que bem ou mal nos deve querer.
Porque nada é mais importante que o amor próprio e auto estima, quando tratamos de relações. Sejam elas a que nível e intensidade forem. Antes de tudo, deve estar o EU.

Assim a cantiga que outrora nos encantava, devia ser hoje substituída pela análise cuidada de nós próprios.
Sabes o quanto bem ou mal te queres?
O que fazes para ti, por ti, e contigo próprio?

Muito importante!Independente de quantas responsabilidades tens, das coisas que tens de superar todos os dias. Que estejas na melhor forma de ti. Que cuides de ti. Que estejas bem, para fazer bem e o bem, onde intentas a tua energia.

Despetala a tua flor. Descobre em que nível de compromisso estás contigo. E se não és a melhor versão de ti, procura. Mas procura com empenho.
Sê quem te apaixona!
Sê quem te põem o sorriso na cara!
Sê quem te traz o melhor do mundo!
Sê o amor que tens para dar!

Se te deres a ti primeiro, não vais te vais esgotar em ti. Vais exponenciar o que podes dar aos outros!

E assim, o bem-me-quero vai estar sempre presente...


Com amor,
Judite <3

terça-feira, 29 de março de 2016

segredos escondidos

Uma esplanada sobre o rio e o casario.

Escondida numa Lisboa ora azafamada, ora discreta, este restaurante que também é cantina, tem uma das vistas sobre o rio e um solário quase perfeito para usufruir nos dias solarengos.

Escondida no último  andar do nº1 da Rua Ferragial, A cantina das freiras, fornece refeições económicas aqui bem perto do centro da cidade, mas fora do reboliço do Chiado ou da Baixa.

Durante os dias de semana, pode almoçar e saborear refeições caseiras. Servidas num clima de muita euforia e agitação, qual cantina que nos lembra os tempos de escola e a seriedade desta instituição.

E o bónus, esse é incomparável. A vista fala por si.


Com amor,
Judite <3

segunda-feira, 28 de março de 2016

Viagem sobre o verbo querer

Eu quero,
Tu queres,
Ele quer...

O que nós queremos?
O que vós quereis?
O que eles querem?

No mundo do querer, há várias contradições e oposições.

O que eu quero, pode não ser o que tu queres, o que ele quer.
O que eu quero pode não ser o que nós queremos. Nem o que vós ou eles querem.

Eu quero e tu não queres. Mas se eu quero, o que posso fazer com isso?

A essência do verbo querer é dúbia na intenção.

Querer pode ser poder. Mas o poder pode ser impositor.

Se eu quero e eu posso. Eu posso fazer bem, mas posso fazer mal.

Se eu quero e consigo. Eu consigo porque fui persistente, mas posso conseguir por má conduta, ou por dádiva de outro que quer que eu consiga.

O querer pode ser poder. E havendo intenção (seja qual for), pode ser conseguido, se a energia for concentrada na obtenção.

Se a intenção é força para a concretização, podíamos resignar à intenção mais fácil. Seja qual for a sua qualidade maior.

Mas se querer é poder. Vamos querer fazer com que a intenção seja aplicada em prol de um bem melhor.
Se vamos colocar energia, que seja uma boa energia, a que proporcionará o bem do maior número de intervenientes. E acima de tudo, que não descuide do nosso bem.

Querer é poder. Mas tu, sabes o que queres e o que podes?
E esse querer e esse poder, qual o bem maior que dá ao mundo?


Com amor,
Judite <3

domingo, 27 de março de 2016

E se...

E se...
O mundo fosse quadrado,
O mar fosse amarelo,
O céu fosse aguado,
O chão fosse uma labareda,
O coração fosse de pedra...

Se...

Nesta condição do infinito não saber nem fazer, podíamos perder o melhor que temos. O poder de estar aqui agora, fazer agora, sentir agora.

Enfim... viver agora!

Por vezes podemos sentir a tentação de não arriscar.
Aquela voz que diz os mil e um medos que devemos ter, As mil e uma coisas que temos a certeza que vão correr mal. As mil e uma razões para não ir.

E se deixássemos de ouvir a pequenina voz da audácia?
Aquela que só uma razão, uma certeza e não tem medos.

Se...

Será com todo o gosto, que me acompanha, senhora condição?


Com amor,
Judite <3



sábado, 26 de março de 2016

Coisas simples...

São simples, as coisas que me movem.

Sem dilemas, sem grandes complicações, apenas SER.
E para que a receita esteja completa, apenas é preciso alguma pitada de acreditar, de coragem, de partilha e de sinceridade.
Para que tudo seja perfeito: uma dose maior de SONHOS!

E tu?
O que te move?



Com amor,
Judite <3

sexta-feira, 25 de março de 2016

Além de ti

Há um mundo para além de ti. Assim como há mais terra além do oceano.

O que em ti termina continua em alguém. 
E o ciclo que vai, vai, vai... segue até que algo de ti volta ao inicio. E fecha-se um ciclo.

Porque tu és parte de um mundo maior. Como uma peça num motor.
E cada peça é fundamental!

Para que esse motor possa funcionar, é preciso que todas as peças estejam afinadas. Que à sua maneira e especificidade contribuam no seu trabalho e propósito.

Quando dás o teu melhor, és essa peça.
E quando dás o melhor de ti aos que te rodeiam, ajudas que as peças que trabalham contigo se mantenham também no seu melhor.

Será assim que vais receber de volta o contributo delas no sistema.

Estamos todos ligados. De uma forma, de outra, com variadas e imagináveis ligações.
 
Mas estes fios invisíveis, que nos ligam, devem receber a nossa energia da melhor forma. Desta forma tudo irá funcionar com aquela intenção: a da concretização de um mundo melhor!

Dá o melhor de ti!
E não fiques parado na expectativa do receber. Continua a dar o melhor de ti. O motor só dá energia se continuar a funcionar.

E tu estarás a contribuir!


Com amor,
Judite <3

quinta-feira, 24 de março de 2016

A existência das coisas

Falamos muitas vezes em destino. 
Procuramos muitas vezes ligações e justificações para os acontecimentos nas nossas vidas.

Tentamos encontrar propósitos em tudo o que nos acontece no alheio.

Enfim... depositamos no desconhecido a razão e a esperança de algo maior que aconteça.

Se estamos ligados, infinitamente ligados neste mundo e ao mundo, também faz parte de nós empurrá-lo para uma energia maior.

Muitas coisas parecem-nos acontecidas do acaso. Mas são resposta da energia que colocamos nelas.

O que queres pôr nas tuas intenções?
Faz coisas com intento do que queres receber. 
Foca-te em ti, mas também no mundo eu teu redor.

E quando te sentires com menos forças. E só aí. Olha para trás. 
Vê o que conseguiste quando estavas a empurrar o mundo.

Ele vai ficar mais leve. E tu vais continuar a levá-lo com a tua força!


Com amor, 
Judite <3

quarta-feira, 23 de março de 2016

Liberdade(s)

Quando pensamos na palavra liberdade pensamos em espaço, em dizer, em permitir.

Pensamos e visualizamos muitos conceitos que nos remetem para a imensidão, para o muito, para o longe, para a aceitação.

Mas quão importante é esta liberdade física ou psíquica.
O quão importante será, quando comparamos com uma liberdade mais singela da, ser a nossa essência, ser grande entre a multidão, não dizer se nos apetecer calar, não fazer se nos apetecer manter, não ir se nos apetecer permanecer.

Quanto significa ser livre? O que é literalmente a liberdade?

Quantas questões podemos colocar. A nós próprios. Ao mundo. Quantas serão as respostas?

Quando uma palavra é tão usada, mas tão pouco conhecida ou honrada, é preciso pensar sobre ela.
Se na sua importância se torna vulgar.
Porque se luta por ela? Porque se deixa de lutar?

Se eu penso em liberdade, penso no ser, no eu, no nós, no todos. Mas penso na essência das coisas. Na criação. Na ligação entre os seres.

Penso em respeito. Em limites. Em compreensão e aceitação.
Penso em partilha. Em dar e saber receber.
Penso em conhecimento. Do bem. Dos Homens.
Penso em amor. do coração. No inocente e sincero.
Penso em propósito. Na missão e sentido da vida. Da minha, da tua, da humanidade.

Quando penso em liberdade, agradeço conhecê-la.
E espero saber honrá-la.



Com amor,
Judite <3



terça-feira, 22 de março de 2016

Pura essência

Há momentos que, por um motivo ou outro, temos de fazer balanços. Análises cirúrgicas do que foi e do que é. A escolha do caminho do que será.

Procuramos dentro de nós respostas que às vezes não queremos escutar.
Encontramos partes de nós que por vaidade ou snobismo nem sempre queremos aceitar.
Encontramos partes menos nossas que por empatia levamos connosco.

Quando habitamos em nós sem total presença e vivemos em expectativa do outro, dos outros, do mundo, caímos na tentação da ilusão.
Fazemos crer em nós algo que não nos é inteiro.
Vamos formando uma ou outra imagem daquilo que é a imagem esperada. Do que interpretamos que é a imagem certa.
Como se de um jogo de correspondências se tratasse.

Tentamos marcar pontos. Somar pontos.
E para esta soma, lima-se peças. E essas peças puras deixam de o ser.

E dia a dia, ano a ano, vida a vida esmorecem-se essências.

Os pontos somados podem deixar de fazer sentido. Muitas vezes foram somados sem afeto ou dedicação. Apenas o hábito, o vício, o enredo social ou emocional da resposta.
Não está errado fazê-lo. Não está certo. Faz parte da condição humana. A tentativa da sobrevivência.

E o humano dentro de nós leva que cada um sinta o enredo sob os seu olhos.
É obra única, feita de peças únicas.
E como mestres desta obra podemos escolher!

Podemos continuar a dançar ao som da música do outro, dos outros, do mundo.

Podemos desligar todos os sons e ouvir apenas a nossa música.
Compor a nossa própria coreografia.
Manter as peças no formato original. E
Sem qualquer embaraço, poder deixar que sobressaim no nosso mundo.


Com amor,
Judite <3

segunda-feira, 21 de março de 2016

Back... às confeitarias

Quando circulamos pela cidade, notamos cada vez mais a abertura das tradicionais confeitarias e pastelarias, num formato renovado. 
Sob a mão de novos donos. 
Formados de novos conceitos.

Nas últimas semanas comecei a ver aqui e ali, uma nova cadeia de confeitarias.
As Dona Amélia, pintadas de rosa e com o busto da Sra e Rainha em todas as paredes, quer no logo das confeitarias quer nas fotografias que enchem as paredes.

Ar romântico. Oferta romântica, que junta o tradicional, com o que vai buscar aos ingredientes da oferta mediterrânica.

Um lugar para um lanche aconchegante em dias de chuva, ou um chá entre passeios pela cidade.



Com amor,
Judite <3

domingo, 20 de março de 2016

A hora da Primavera

Ansiamos em deixar de lado os casacos, as mantas do sofá e as bebidas quentes.
Ansiamos poder sentir mais leves sem camadas de roupa nem aquecimentos ligados.
Ansiamos que de par em par possamos abrir as janelas de manhã e ouvir os passarinhos nas suas melodias.
Ansiamos pelas tardes mais longas e os encontros alegres nas esplanadas e jardins.
Ansiamos pela luz do sol a invadir o nosso olhar.

E o ar cheira a Primavera... E ela, tímida vai anunciando a sua chegada de quando a quando.

E o nosso coração abre-se à espera de a receber. Não pensa, hoje, que um dia ela vai partir.
Sabe que a seguir vem algo melhor: o Verão quente, cheio de luz e de aromas frutados. De férias. De destinos.

E fazemos planos. Porque agora sim, comece o ano! Em grande. Em energia. Em luz e esplendor.

A primavera traz-nos sonhos.
E é tão bom sonhar!

A primavera traz-nos paixão.
E é tão bom estar aberto às coisas que nos entregamos. Aos projetos, às pessoas e à concretização de sonhos.

A primavera traz renascimento,
E é tão bom termos força par ir, arriscar, conseguir!

A primavera traz-nos a possibilidade de nós próprios.
E se nos abrirmos ao autoconhecimento, a Primavera traz também perguntas. E é só querer encontrar as respostas.

A primavera está em nós e somos nós. Hoje e todos os dias. E sempre que quisermos a sua presença.





Com amor,
Judite <3